Economia chinesa cresceu 6,9 por cento no segundo trimestre

Entre Abril e Junho, a economia do Continente cresceu 6,9 por cento. O valor supera as melhores previsões dos analistas e está em linha com o ritmo de crescimento previsto para este ano. Boas notícias para o Governo Central, a poucos meses do congresso do Partido Comunista Chinês.

1.Yuan

A economia da República Popular da China cresceu 6,9 por cento, no segundo trimestre do ano, mais duas décimas do que no mesmo período de 2016, anunciou esta segunda-feira o Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) chinês.

O Produto Interno Bruto (PIB) da segunda maior economia do mundo mantém assim o ritmo de crescimento, face ao primeiro trimestre do ano, e supera em uma décima a previsão dos analistas.

A liderança do país pretende manter a economia estável, a poucos meses de se realizar o congresso do Partido Comunista Chinês, o mais importante acontecimento da agenda política do país, que se realiza de cinco em cinco anos.

No próximo congresso, o Presidente chinês, Xi Jinping, deverá coordenar a remodelação do Comité Central do Politburo, a cúpula do poder no Continente, numa altura em que analistas ocidentais admitem que este ficará no poder além do período previsto de dez anos.

Nos últimos meses, os principais índices da economia chinesa têm apresentado resultados positivos. Analistas previram, no entanto, um abrandamento, à medida que Pequim torna mais difícil o crédito, visando travar o aumento do endividamento das empresas.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia chinesa mantenha, em 2017, o ritmo de crescimento atingido no ano passado, de 6,7 por cento, estimulado pelo investimento público.

No segundo trimestre do ano, o consumo interno e as exportações aceleraram, compensando o abrandamento do crescimento no sector secundário, imobiliário e outros ativos fixos.

O sector retalhista cresceu 10,4 por cento, na primeira metade do ano. As exportações e importações aceleraram entre Maio e Junho.

O investimento, que continua a ser o principal motor da economia chinesa, cresceu 8,6 por cento, entre a Janeiro e Junho.

Desde a crise financeira global de 2008, a China tem recorrido ao crédito para estimular o crescimento económico. No total, a dívida não-governamental cresceu do equivalente a 170 por cento do Produto Interno Bruto, em 2007, para 260 por cento, no ano passado, um valor considerado bastante alto para um país em desenvolvimento.

Em Maio passado, a agência de notação financeira Moody’s baixou a classificação da dívida chinesa a longo prazo e o FMI urgiu Pequim a controlar o crescimento da dívida.

Os reguladores chineses apontaram a redução dos riscos no sistema financeiro do país como uma prioridade para este ano. Os bancos foram incitados a controlar de perto várias empresas que fazem investimentos além-fronteiras, para ter a certeza de que conseguem respeitar os seus compromissos.

No relatório do Governo apresentado este ano à Assembleia Nacional Popular, o legislativo chinês, o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, defendeu que um crescimento económico de 6,5 por cento para este ano “é alcançável”, confiando que os vários riscos para a economia podem ser atenuados.

 

 

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