Alemanha quer que Pequim permita a saída de viúva e irmão de Liu Xiaobo

merkel

O Governo alemão defendeu na sexta-feira que os esforços realizados para garantir uma “solução humanitária” ao Nobel da paz chinês Liu Xiaobo não terminam com a sua morte e afirmou que vai continuar a apoiar a viúva e o irmão do activista chinês.

Em conferência de imprensa, a vice-porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Adebahr, assinalou que as autoridades chinesas conhecem a petição de Berlim – em que se sugere que seja permitido aos dois familiares saírem da China e viajarem, caso pretendam, para a Alemanha –, recordando o comunicado emitido na quinta-feira pelo chefe da diplomacia alemã, Sigmar Gabriel.

Ao ser questionado sobre o protesto que a República Popular da China apresentou junto da Alemanha e de outros países pelos seus “comentários irresponsáveis” no caso de Liu, a porta-voz assinalou que não poderia fornecer detalhes, por apenas conhecer essa informação através dos ‘media’.

O porta-voz da chanceler alemã, Steffen Seibert, reiterou as condolências de Angela Merkel aos familiares de Liu após a morte de “um valente lutador pelos direitos civis e a liberdade de expressão” e recordou que o Governo alemão intercedeu em várias ocasiões na busca “de uma solução humanitária”.

Nos últimos anos, sublinhou, Berlim pronunciou-se inúmeras vezes em defesa de Liu e da sua mulher, e nas últimas semanas apoiou “de forma particularmente veemente” uma solução humanitária”, uma atitude que “não vai ser alterada de um dia para o outro” pela morte do prémio Nobel.

Seibert recordou que as autoridades chinesas aceitaram que médicos estrangeiros, incluindo alemães, visitassem o prémio Nobel quando foi transferido da prisão para um hospital devido a um cancro terminal, e lamentou que não fosse cumprido o seu desejo de viajar para a Alemanha ou outro país para morrer: “O nosso desejo de uma solução humanitária não acaba com a morte deste activista dos direitos humanos”, frisou o porta-voz.

O dissidente chinês Liu Xiaobo morreu na quinta-feira aos 61 anos, na província de Liaoning, onde o Nobel da Paz de 2010 estava hospitalizado com cancro do fígado.

Liu Xiaobo esteve detido mais de oito anos por subversão.

 

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