Motos de primeiros socorros fazem disparar número de saída de ambulâncias

Apesar de uma redução de 3,84 por cento no número de casos em que os bombeiros foram chamados na primeira metade do ano, a saídas de ambulâncias continuam em alta. As solicitações aumentaram 26,07 por cento, muito em parte devido ao envio de motos de primeiros socorros.

0.Incendio

João Santos Filipe

As motos de primeiros socorros enviadas pelo Corpo de Bombeiros em caso de emergência fizeram disparar as saídas de ambulâncias em 26,07 por cento –  ou seja em 5.657 situações – na primeira metade do ano em comparação com o mesmo período de 2016. A explicação foi ontem avançada por Cheong Chi Wang, Chefe de Primeira Categoria do Corpo de Bombeiros, na apresentação dos dados das acções operacionais no primeiro semestre, que ontem decorreu no Quartel de Sai Van.

“Por causa do trânsito, agora quando o Corpo de Bombeiros recebe um pedido dos residentes, envia primeiro uma moto de socorro e as saídas de ambulância aumentaram por essa razão”, afirmou Cheong Chi Wang.

Assim, enquanto entre Janeiro e Junho do ano passado, Macau tinha contabilizado um total de 21.689 saídas, este ano o número cresceu para 27.349 saídas. A tendência acaba, no entanto, por ser enganadora, até porque o número de casos que motivaram a chamada de ambulâncias conheceram uma quebra de 2,56 por cento, ou seja de 19.688 casos para 19.184.

Quanto às acções operacionais no geral, registaram-se 22.339 casos na primeira metade deste ano, enquanto no período homólogo os casos tinham sido de 23.232, o que representa uma quebra de 893 casos, ou 3.84 por cento.

Cheong Chi Wang defendeu que a redução é explicada com as quebras que se registaram no número de casos em todas as diferentes categorias de ocorrências, nomeadamente incêndios, chamas de ambulâncias, operações de salvamento e serviços especiais. Estes últimos serviços incluem queda de objectos, lavagem de óleo e sangue das estradas, abertura de portas, fugas de gás, entre outras.

Em relação ao indicador concreto dos incêndios, registou-se uma quebra de 15,5 por cento nas ocorrências: de 542 casos para 458, este ano. Na maior parte dos casos –  em 351 –  as chamas foram extintos sem a necessidade de se recorrer a mangueiras. Por outro lado, 112 fogos tiveram origem devido ao facto das pessoas se esquecerem do fogão ligado: “As principais causas do incêndio são: as pessoas esquecerem-se de desligar o fogo e falta de atenção quando queimam os papéis votivos”, disse o dirigente.

Finalmente as operações de salvamento conheceram uma queda de 9,6 por cento,  de 729 casos para 659, e as operações que exigiram a intervenção de serviços especiais foram de 2.038, quando no período homólogo tinham sido de 2.273, numa redução de 10,34 por cento.

Ainda durante este período, foram realizadas 3.195 inspecções de segurança contra incêndios, o que representa um aumento de 605 operações – ou de 23,36 por cento –  em comparação com o período homólogo.

 

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