Do Continente para Macau para adquirir experiência de português como língua estrangeira

 

Chegam de Pequim, Xangai ou Cantão para participar no curso “Verão em Português no IPM”. São cerca de duas dezenas, os professores e estudantes de português que escolheram Macau e o Instituto Politécnico para aprofundar conhecimentos pedagógicos no domínio concreto do ensino do português como língua estrangeira.

Cerca de duas dezenas de professores e de futuros docentes de várias universidades da República Popular da China encontram-se por estes dias em Macau para participar no quarto curso de “Verão em Português no IPM”. Organizada pelo Instituto Politécnico de Macau, através do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa (CPCLP), a iniciativa pretende melhorar o nível pedagógico dos que se associam à iniciativa: “Não [falo] de conhecimentos da língua, porque são muito bons a falar português, mas do seu nível como professores”, explicou ontem, em conferência de imprensa, Carlos André, coordenador do CPCLP.
Os 22 professores e estudantes vêm de instituições como a Universidade de Estudos Internacionais de Pequim, a Universidade de Comunicação da China ou a Universidade de Estudos Internacionais de Xangai. Desta última instituição de ensino superior chega Victoria Lin, estudante de mestrado de Português Língua Estrangeira, que afirma ter “muito interesse” pela linguística e acredita ter sido o “destino” que colocou o idioma de Camões no seu caminho. Já Luísa Hejie – a frequentar a licenciatura em Língua Portuguesa da Universidade de Tecnologia e Ciência de Guangzhou – reconhece que “na China, a língua portuguesa é muito procurada e os alunos com conhecimento de língua portuguesa têm maior facilidade em encontrar emprego”. Em Macau, a estudante espera desenvolver competências como professora e “ganhar experiência sobre como transmitir conhecimento sobre a cultura e língua portuguesa aos alunos”.
O curso “Verão em Português no IPM” é uma das iniciativas promovidas pela instituição de ensino superior com o intuito de apoiar o ensino do português na República Popular da China, a par do investimento em acções de formação, em visitas às universidades do Continente e também através de “um diálogo permanente” com as mesmas. Esta “missão histórica” assumida pelo Instituto Politécnico de Macau e assim entendida por Carlos André, assume, para o académico, duas vertentes: “Este diálogo entre o Oriente e o Ocidente é um diálogo que ganha neste preciso momento um significado histórico de um mundo novo e também é uma missão histórica porque é uma missão herdada da história porque ao longo de mais de 400 anos, Macau, foi um exemplo claro de diálogo de culturas”.
No entanto, o coordenador do CPCLP considera que o ensino do português no interior da China encontra-se “ainda muito no seu início porque há universidades que ainda nem fizeram um ciclo e há universidades que têm professores jovens que acabaram de sair da formação”: “Para mim, esta é a etapa mais decisiva, o que nós fizermos agora é que vai determinar a qualidade de português no interior da China para os próximos anos. Este é o momento em que as coisas arrancaram mas precisam todas de ser consolidadas. Estamos no ponto a seguir aos primeiros passos, ou seja, estamos no momento em que a criança começou a caminhar mais ainda cai muito”, enfatizou Carlos André.

CVN

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