Número de desertores norte-coreanos caiu 20 por cento no primeiro semestre

Entre Janeiro e Junho, o número de cidadãos norte-coreanos que pediram asilo a Seul foi de 593, menos 20,8 por cento do que os registados em igual período do ano passado. Oitenta e cinco por cento dos que se refugiaram no Sul são mulheres.

 

 

O número de norte-coreanos que fugiram da Coreia do Norte na primeira metade deste ano caiu 20,8 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, informou esta quarta-feira o Governo sul-coreano.

Um total de 593 norte-coreanos (85 por cento das quais mulheres) chegaram à Coreia do Sul entre Janeiro e Junho, comparado com os 749 que o fizeram nos seis primeiros meses de 2016, de acordo com os dados preliminares ontem disponibilizados pelo Ministério da Unificação.

A 30 de Junho último, o número total de refugiados norte-coreanos que conseguiu chegar ao Sul era de 30.805 pessoas. O número superou os 30.000 em Novembro passado.

O volume de deserções para a Coreia do Sul aumentou, na sequência da época de intensa fome na Coreia do Norte, em finais dos anos 1990, e graças a porosidade da fronteira com a República Popular da China, até atingir o pico em 2009, quando 2.914 norte-coreanos chegaram ao Sul.

Desde 2011 e com a chegada de Kim Jong-un ao poder os números caíram perante um aumento da vigilância da fronteira norte do país.

Na segunda metade de 2015, o regime colocou cercas electrificadas em torno do rio Tumen, que separa a Coreia do Norte da China, na fronteira oriental, indicou um relatório do Instituto Nacional de Unificação sul-coreano.

Ainda assim, o número de norte-coreanos que chegaram ao Sul em 2016 mostrou um aumento interanual (de 11 por cento) pela primeira vez em cinco anos, apesar de se dever em parte a um maior número de deserções de membros das elites, motivadas pelo agravamento das sanções internacionais contra o país.

A rota mais habitual para os desertores norte-coreanos é cruzar a República Popular da China e tentar chegar a um país terceiro (normalmente Tailândia e Mongólia), a partir do qual pedem asilo através de um consulado sul-coreano.

Os norte-coreanos não podem pedir asilo nos consulados da República Popular da China, onde são considerados migrantes económicos e não refugiados, pelo que ao serem localizados são devolvidos pelas autoridades chineses à Coreia do Norte, onde são presos e torturados de diversas formas, segundo associações humanitárias.

 

 

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