Governo Central quer que a Grande Baía seja líder mundial até 2030

Pequim tem os objectivos bem definidos para a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. O Governo Central quer que até 2030 a nova metrópole seja líder mundial no que toca ao valor do Produto Interno Bruto gerado. A curto e médio prazo estão previstos vários acordos de cooperação, que visam a criação de infra-estruturas, o desenvolvimento industrial e ainda a criação de um conglomerado de cidades de referência mundial.

 

O Governo Central está a mobilizar esforços para que a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau seja a zona de baía com o valor do PIB (Produto Interno Bruto) mais elevado do mundo até ao ano de 2030, noticiou ontem o jornal China Daily. No final do mês passado foi entregue junto da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC, a partir da sigla em língua inglesa) um plano de desenvolvimento para a criação de uma mega-metrópole na região sul da China. Deste conjunto fazem parte as duas Regiões Administrativas Especiais de Macau e de Hong Kong e também nove cidades da província de Guangdong, incluindo Cantão e Shenzhen.

O plano foi elaborado pela Comissão Provincial de Desenvolvimento e Reforma da província de Cantão e também por “think tanks” como o Centro Chinês para Trocas Económicas Internacionais da China (CCIEE na sigla inglesa). Nele estão definidos os objectivos, as linhas orientadoras de desenvolvimento e os principais propósitos da constituição da zona da Grande Baía, num roteiro que prevê a dinamização de projectos de infra-estruturas, plataformas de desenvolvimento e ainda a assinatura de acordos de cooperação a nível económico e comercial.

Citado pela Xinhua, Zhang Xiaoqiang, chefe-adjunto executivo do CCIEE, disse que “até 2020, a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau deve tornar-se uma das grandes baías de referência a nível mundial e criar um enquadramento básico para um aglomerado de cidades de referência mundial”.

A médio prazo, as ambições do Governo Central , são bem mais ousadas: “Até 2030 é esperado que a área tenha o valor do Produto Interno Bruto mais elevado de entre todas as zonas de baía do mundo e que se tenha tornado um centro manufactureiro avançado, assim como um pólo importante de inovação, a título financeiro e no domínio do transporte e das trocas comerciais” acrescenta ainda Zhang Xiaoqiang, citado pelo jornal China Daily

De acordo com números avançados pela Xinhua, em 2016, o valor combinado do PIB da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau ascendeu aos 1.38 triliões de dólares americanos (mais de 11 triliões de patacas). Em 2030, este valor deverá ascender a 4.62 triliões de dólares americanos (mais de 37 triliões de patacas), ultrapassando áreas de baía como Tóquio, Nova Iorque e São Francisco.

A criação do projecto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau remonta a 2009, quando a referência ao projecto surgiu pela primeira vez num relatório sobre o desenvolvimento de um aglomerado de cidades na região do Delta do Rio das Pérolas. Em 2015, a Grande Baía foi incluída na iniciativa “Faixa e Rota” e conheceu um novo avanço quando, por ocasião do 20º aniversário da criação da RAEHK, foi assinado um acordo de desenvolvimento entre os três governos que se comprometeram a melhorar os mecanismos de colaboração.

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