Comércio entre a China e os Países de Língua Portuguesa subiu 41,51 por cento até Maio

As trocas comerciais entre a República Popular da China e os países de língua portuguesa subiram 41,51 por cento até Maio, em termos anuais homólogos, atingindo 46,32 mil milhões de dólares, indicam dados oficiais ontem divulgados.

Dados dos Serviços de Alfândega da China, publicados no portal do Fórum Macau, indicam que a China comprou aos países de língua portuguesa bens avaliados em 33,22 mil milhões de dólares, mais 48,90 por cento, e vendeu produtos no valor de 13,10 mil milhões de dólares, mais 25,70 por cento.

O Brasil manteve-se como o principal parceiro económico da República Popular da China, com o volume das trocas comerciais bilaterais a cifrar-se em 33,18 mil milhões de dólares entre Janeiro e Maio, um valor que traduz um aumento anual homólogo de 37,97 por cento.

As exportações da China para o Brasil atingiram 10,15 mil milhões de dólares, reflectindo uma subida de 32,78 por cento, enquanto as importações chinesas totalizaram 23,02 mil milhões de dólares, mais 40,39 por cento face aos primeiros cinco meses do ano transacto.

Com Angola, o segundo parceiro lusófono da China, as trocas comerciais cresceram 72,98 por cento, atingindo 10,04 mil milhões de dólares.

Pequim vendeu a Luanda produtos avaliados em 843,01 milhões de dólares, mais 37,82 por cento, e comprou mercadorias avaliadas em 9,2 mil milhões de dólares, reflectindo uma subida de 77,12 por cento.

Já com Portugal, terceiro parceiro da China entre os países de língua portuguesa, o comércio bilateral cifrou-se em 2,25 mil milhões de dólares – mais 7,26 por cento –, numa balança comercial favorável a Pequim.

A China vendeu a Lisboa bens na ordem de 1,48 mil milhões de dólares, menos 4,69 por cento, e comprou produtos avaliados em 761,69 milhões de dólares, mais 42,08 por cento face aos primeiros cinco meses do ano passado.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003, ano em que criou o Fórum Macau, que reúne a nível ministerial de três em três anos.

Os dados divulgados incluem São Tomé e Príncipe, apesar de só ter passado a fazer parte da ‘família’ do Fórum Macau no final de Março, após a China ter anunciado o restabelecimento dos laços diplomáticos com São Tomé e Príncipe, dias depois de o país africano ter cortado relações com Taiwan e reconhecido Pequim.

O comércio entre São Tomé e Príncipe e a China é insignificante: entre Janeiro e Maio cifrou-se em 3,31 milhões de dólares, valor que corresponde na totalidade às exportações chinesas.

 

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