Stanley Ho arguido em contenda judicial

 

Três milhões de dólares de Hong Kong é quanto Stanley Ho poderá ter que pagar a um antigo membro da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês. Em causa está o pagamento de uma pintura que o magnata do jogo terá pedido a Tommy Wan Tai-min. O antigo delegado de Hong Kong à CCPPC quer agora que a alegada dívida seja saldada.

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O magnata Stanley Ho foi constituído arguido no âmbito de um processo judicial em que Tommy Wan Tai-min, antigo delegado de Hong Kong à Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, pede uma indemnização no valor de 3 milhões de dólares de Hong Kong, noticiou o South China Morning Post. Em causa está um “pedido de uma oferta de uma pintura” por parte de Ho, cujo valor Tommy Wan quer ver agora reembolsado. De acordo com o diário da vizinha Região Administrativa Especial, foi apresentada uma providência no Supremo Tribunal da RAEHK na passada sexta-feira por parte do antigo membro da CCPPC, que procura desta forma ver reembolsado o valor de uma pintura que terá sido requisitada pelo antigo homem forte da Sociedade de Jogos de Macau.
O South China Morning Post indica ainda que Wan Tai-min exige o pagamento de juros sobre o dinheiro devido, custos relacionados com advogados e com os processos judiciais e ainda “outras formas de compensação que o tribunal julgou apropriadas”. Sobre a obra em questão não foram avançados quaisquer detalhes e a Raymond T. L. Tse & Co., firma de advogados em representação de Wan, recusou prestar mais informações ao diário de Hong Kong.
No final do mês passado, Stanley Ho abandonou os cargos de presidente e director-executivo da Shun Tak Holdings, o conglomerado de negócios que o magnata fundou em 1972. A notícia tinha sido avançada pela própria empresa no passado dia 23 de Junho num comunicado enviado à bolsa de Hong Kong. Como forma de reconhecimento pelas “contributos insubstituíveis” de Ho durante 44 anos à frente da empresa, o conselho directivo da Shun Tak Holdings atribuiu ao seu fundador o título de presidente emérito. Pansy Ho, filha de Stanley Ho e directora-geral da empresa até à data da abdicação do seu pai, irá suceder-lhe como presidente do conglomerado.
Stanley Ho mantém-se como presidente da SJM Holdings que opera 19 casinos e dois hotéis – Grand Lisboa Hotel e Sofitel Macau. No primeiro trimestre deste ano, as receitas de jogo arrecadadas pela Sociedade de Jogos de Macau (SJM) perfizeram 16,9 por cento do valor global de receitas de jogo geradas em Macau. Comparativamente com o período homólogo, este valor corresponde a uma diminuição de mais de três pontos percentuais.
A SJM é uma das seis empresas autorizadas pelo Governo da RAEM a operar jogos de fortuna e azar desde 2002, sob um contrato de concessão que irá terminar em 2020. Actualmente a operadora de jogo encontra-se a construir o resort Grand Lisboa Palace no Cotai, um empreendimento com um custo estimado de 36 mil milhões de dólares de Hong Kong.

 

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