Prémio Maria Ondina Braga foi ontem entregue a Amadeu Baptista

 

 

O Prémio Literário Maria Ondina Braga, com o valor pecuniário de 2.500 euros, foi ontem entregue a Amadeu Baptista, pelo poema “Ondina”, no salão nobre dos Paços do Concelho, em Braga.

“O prémio foi entregue a Amadeu Baptista, vencedor desta sétima edição do prémio que tem como objetivo honrar a memória desta ilustre escritora bracarense”, lê-se no comunicado da autarquia.

Amadeu Baptista é de Vila Nova de Gaia, nos arredores do Porto, e concorreu sob o pseudónimo de António Rios.

A “câmara garante a publicação do trabalho vencedor na Revista Cultural Bracara Augusta”, lê-se no regulamento do galardão.

O júri do prémio foi presidido pela vereadora da Cultura de Braga, Lídia Dias, e constituído também por Maria do Carmo Pinheiro Silva Cardoso e Orlando Alfred Arnold Grossegesse, da Universidade do Minho, e ainda por João Paulo Braga, do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos da Universidade Católica Portuguesa.

Segundo o regulamento, divulgado pela câmara, o galardão, destinado a cidadãos de nacionalidade portuguesa, tem por objetivo “desenvolver o gosto pela leitura e pela escrita”, tem “periodicidade bienal [e] ocorre nos anos ímpares”, sendo “consagrado alternadamente às modalidades de ficção e poesia, géneros em que a patrona se notabilizou”. A esta sétima edição, dedicada à Poesia, contou com 59 trabalhos a concurso.

Maria Ondina Braga (1932-2003), é uma “insigne escritora, nascida e falecida na cidade de Braga e cuja obra representa um património da mais elevada importância para a cultura nacional e um grande motivo de orgulho para todos os bracarenses”, afirma a edilidade.

Maria Ondina Braga – que viveu em Macau entre 1961 e 1965, onde leccionou no Colégio de Santa Rosa de Lima – é autora, entre outras obras, de “A Revolta das Palavras”, “Estátua de Sal”, “A Casa Suspensa”, “A Rosa de Jericó”, “Noturno em Macau”, “Passagem do Cabo”, “A China ficou ao lado” e “A Filha do Juramento”.

Ao longo da sua carreira literária recebeu o Prémio Manuscritos, do ex-Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo, em 1966, o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências de Lisboa, em 1970, o Prémio Eça de Queiroz, da Câmara de Lisboa, em 1991, e o Prémio DST, em 2000.

 

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