Alunos do IPOR ajudam a desenvolver manual de português língua estrangeira

O Instituto Português do Oriente vai dar a conhecer amanhã o seu mais recente projecto. “Dar à Língua”, da autoria de João Paulo Pereira, nasceu da experiência angariada pelo autor ao longo dos últimos três anos, na qualidade de professor de português como língua estrangeira. A obra foi ganhando forma com o apoio dos alunos, através da aplicação em contexto de sala de aula dos exercícios que ia desenvolvendo e dos materiais que foi reunindo.

iporp

“Dar à Língua” é o título do mais recente manual de português língua estrangeira editado pelo Instituto Português do Oriente (IPOR). Da autoria de João Paulo Pereira, professor do organismo, a obra será lançada ao final da tarde de amanhã, pelas 18h30, no Café Oriente. Pensado para servir como material de apoio a docentes em contexto de sala de aula, mas também para utilizadores autodidactas, o livro destina-se a dotar os falantes que a ele recorrem de um domínio do idioma equiparado ao nível C1 de língua portuguesa. As actividades e os exercícios que fazem parte do manual foram testados com a ajuda dos alunos do Instituto Português do Oriente, através da aplicação em sala de aula de alguns dos exercícios. João Paulo Pereira observou as reacções e teve em conta a adesão e compreensão das propostas pedagógicas por parte dos estudantes.

“Procurei que o manual reflectisse o que é o universo dos países e regiões da Ásia da língua portuguesa. Uma vez que são alunos de nível avançado, são alunos que vão estar em contacto com as várias normas do português. É importante que eles tenham contacto com o universo cultural que está subjacente a essas variedades do português”, explicou João Paulo Pereira, em declarações ao PONTO FINAL. O docente procurou também “as mais variadas fontes” para que o manual tivesse “uma grande abrangência em termos de tipos de textos, desde a imprensa, rádio, televisão, literários, passando por música, vídeo-instalação e formas contemporâneas de arte e pintura”.

“Dar à Língua” é acompanhado por um compact disk com músicas de São Tomé e Príncipe e de artistas portugueses como Capicua ou Virgem Suta e ainda por uma vídeo-instalação da autoria do artista Rui Mourão. Obras do pintor Cruzeiro Seixas são também parte integrante do manual que inclui ainda textos de Saramago e Eduardo Agualusa e também de vários jornais dos países de língua portuguesa e de rádios e televisões como a Globo, a TDM, a Antena 1 e a TSF.

O manual está estruturado em oito unidades, que pretendem trabalhar modalidades como a compreensão oral, estrutural e da leitura, o léxico e as produções e interacções orais e escritas, num esforço apoiado por mais de 350 actividades. Para acompanhar os alunos autodidactas, o livro está dotado de um mapa inicial com indicações das competências necessárias à obtenção do nível C1 e, no início de cada unidade, existem listas de verificação de aprendizagem.

 

 

“O MANUAL NÃO É UMA BÍBLIA, É UM APOIO À ACTIVIDADE DO PROFESSOR”

 

“O facto deste manual ter sido concebido totalmente em Macau e dos seus exercícios terem sido testados com os nossos professores no IPOR em estudantes chineses dá-nos algumas garantias de que a adequação que daí resultou torna o manual mais ajustado àquilo que são os processos de aprendizagem nestes contextos”, defende João Laurentino Neves, director do Instituto Português do Oriente.

Ainda que “Dar à Língua” seja o próximo livro de referência para os cursos de C1 leccionados no IPOR, João Laurentino Neves não deixou de ressalvar que “o manual não é uma bíblia, é um apoio à actividade do professor”: “Mesmo tendo manuais, os professores produzem inúmeros materiais complementares ao manual” explicou o responsável pela instituição.

João Neves salientou ainda que o IPOR se tem vindo a empenhar “muito fortemente na produção de materiais para a internacionalização da língua portuguesa nesta zona do mundo”: “O nosso grande propósito é centrar em Macau, fortalecer este papel de Macau como uma plataforma difusora da língua portuguesa para a região Ásia-Pacífico e sediar aqui a elaboração de materiais que têm em atenção este contexto específico de ensino e aprendizagem do português”, referiu o presidente do IPOR.

 

CVN

 

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