Alegações finais do processo conexo ouvidas ontem no Tribunal Judicial de Base

 

No Tribunal Judicial de Base foram ontem proferidas as alegações finais dos nove alegados cúmplices no processo conexo ao que envolve Ho Chio Meng, antigo procurador do Ministério Público, noticiou esta segunda-feira a emissora em língua chinesa da Rádio Macau. Nas  alegações finais, o Ministério Público defendeu que foi necessária “muita coragem para expor o escândalo” e que este “inevitavelmente” iria “afectar a imagem da Procuradoria”. Contudo, o procurador do Ministério Público responsável pela acusação deixou claro que o Ministério Público “não pode parar de trabalhar para manter a administração a funcionar em conformidade com a lei e que deve passar a mensagem de que Macau é uma sociedade regulada por leis”.

As alegações finais da acusação  foram divididas em várias partes, onde se  incluíram as alegações de fraude e de crime organizado ligadas aos supostos crimes praticados por Ho Chio Meng e por Wang Xiandi, funcionária do Ministério Público. O antigo procurador do Ministério Público é acusado da prática de 1536 crimes pelo Tribunal de Última Instância, os quais negou, apesar de ter admitido a existência de “irregularidades administrativas” em Maio último.

Na manhã de ontem compareceram perante o tribunal Lai Kin Ian, antigo chefe do Gabinete do Procurador, e também dois dos suspeitos de alegado envolvimento numa associação criminosa juntamente com Ho: o empresário Wong Kuok Wai e o motorista Mak Im Tai. António Lai Kin Ian foi questionado pelo representante do Ministério Público quanto ao seu envolvimento no caso. a acusação sugeriu que o seu papel seria o de “remover obstáculos para Ho Chio Meng durante o processo de conclusão de um contrato de concessão”.

Nas alegações finais, o Ministério Público defendeu ainda que o antigo procurador do Ministério Público dava instruções ao seu chefe de Gabinete através de “notas em post-it”. O mesmo método seria utilizado para fazer chegar indicações a Chan Ka Fai, antigo chefe do Grupo de Administração Geral do Ministério Público. O representante da Procuradoria acusou os réus de se desviarem do sistema de concursos regulares para entregarem à empresa envolvida no caso mais de 1300 contratos.

 

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