Turtle Giant tiram o véu  a novo registo discográfico

Numa das raras ocasiões em que os Turtle Giant vão actuar no território – contam-se menos de uma dezena de concertos desde 2011 – o público vai poder descobrir alguns dos novos temas que deverão fazer parte do próximo disco da banda. Os novos temas, ainda em fase de composição e gravação, remetem para a exploração de uma nova sonoridade, mais acústica e próxima da música electrónica.

 

Os acordes calmos e lentos tocados num curto vídeo, partilhado na página de Facebook, onde se vislumbra uma rapariga através de um copo de cerveja prenunciam a nova sonoridade que deve permear o próximo álbum dos Turtle Giant. A banda indie de Macau volta a apresentar-se perante o público do território no próximo dia 15, para um concerto em que promete revisitar alguns dos temas mais conhecidos e desvendar outros que irão integrar o próximo disco, trabalham que esperam lançar ainda este ano. A Frederico Ritchie, António Conceição e Beto Ritchie cabe a honra de inaugurar uma nova sala multiusos, localizada na Calçada do Amparo e gerida pela empresa Number 81. Os bilhetes para o espectáculo estão disponíveis a partir de hoje na loja Beer Temple e no restaurante Food Truck Company, localizados na rua da Nossa Senhora do Amparo.

A iniciativa é promovida por Duarte Silvério, gestor de projectos da Number 81, que não esconde o interesse em “promover as culturas e os talentos locais”. O empresário macaense não quis deixar escapar a oportunidade decorrente do facto dos três elementos da banda se voltarem a encontrar em Macau por um período de duas semanas e lançou o convite: “Este concerto agora apareceu porque o meu irmão [Frederico Ritchie] está cá umas duas semanas e o Duarte Silvério disse que queria que a gente tocasse nessa sala. Decidimos fazer assim um pouco à última da hora mas esperamos que seja legal”, afirmou ao PONTO FINAL Beto Ritchie. O baterista dos Turtle Giant adiantou ainda que o público pode esperar a apresentação de novos temas – alguns dos quais tocados em Maio durante o festival de cinema independente IndieLisboa – mas também músicas dos primeiros discos.

O trio, que já habituou o público a um registo em que o rock se mistura com  sonoridades electrónicas, procura agora enveredar por um estilo “bastante pop, mas mais calmo e acústico”, explicou Beto Ritchie ao PONTO FINAL: “Se desse para comparar com um artista mais próximo hoje do lado pop seria talvez a Amy Whinehouse”, diz o baterista. Os Turtle Giant encontram-se agora em fase de composição e gravação dos novos temas que deverão integrar o novo álbum e pretendem tirar o máximo proveito do facto de se encontrarem os três no território: “A gente tenta aproveitar porque o Fred [Frederico] não vive cá, vive em Los Angeles. Fica difícil [conciliar a distância]. A gente experimenta sites novos para passar as gravações uns para os outros, só que fica difícil de completar, de ficar inspirado porque é muita distância. A banda fica meio parada por um tempo que a gente não está a tocar, assim que a gente se junta, começa a tocar e ficamos inspirados e depois dá pica”, remata Ritchie.

Até ao lançamento do novo álbum os Turtle Giant não têm previstos outros concertos mas esperam poder fazer uma “mini digressão” por Portugal e Espanha no Verão de 2018. O NOS Primavera Sound e outros festivais de Verão fazem parte dos projectos futuros da banda.

 

CVN

 

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