Novo Macau quer eleger Sulu Sou e Paul Chan Wai Chi

Uma única lista, cinco candidatos e um programa político com dezoito pontos. A Associação Novo Macau deu ontem a conhecer a constituição da candidatura do Novo Macau Progressivo. O propósito do organismo liderado por Scott Chiang passa por eleger Sulu Sou e garantir que Chan Wai Chi regressa ao hemiciclo.

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A eleição de Sou Chio Fai e de Paul Chan Wai Chi. É com este propósito em mente que a Associação Novo Macau se apresenta às eleições legislativas de Setembro próximo, um escrutínio para o qual parte aparentemente debilitada após a ruptura com os deputados Au Kam San e Ng Kuok Cheong.

Ao contrário do que sucedeu há quatro anos, quando foi às urnas dividida em três frentes, a maior plataforma pró-democracia do território deu ontem a conhecer a composição da lista do Novo Macau Progressivo, a única candidatura do organismo liderado por Scott Chiang às eleições de 17 de Setembro.

Liderada por Sulu Sou, a lista é constituída por cinco candidatos e elege como prioridades o desenvolvimento sustentável de Macau e a revitalização de uma Assembleia Legislativa que os candidatos consideram estagnada e pouco interveniente.

Antes de entrarem no Edifício da Administração Pública para submeter o formulário com a constituição da candidatura e o respectivo programa político, cada um dos cinco candidatos assinou uma nota de compromisso sob o olhar atento de Scott Chiang. O presidente da Associação Novo Macau, recorde-se, vai afastar-se da direcção do organismo após o acto eleitoral de Setembro próximo.

O memorando ontem assinado tem por objectivo regularizar as relações entre os candidatos –  e eventuais deputados – e a mais influente plataforma pró-democracia de Macau. Ao assinarem a nota de compromisso, os cinco candidatos que o rosto pela lista do Novo Macau Progressivo comprometem-se a comunicar com a associação, a não prestarem declarações públicas sem o aval do organismo e aceitar a supervisão da Associação Novo Macau relativamente a aspectos como a conduta e o comportamento pessoal. Mais importante ainda, os putativos deputados comprometem-se a alocar, caso sejam eleitos, parte do salário a favor da Associação, com o propósito de ajudar a custear as despesas de gestão do organismo.

Nas eleições legislativas de 2013, a Associação Nova Macau apresentou-se a escrutínio com três listas, mas a aposta acabou por se revelar mal sucedida: deputado entre 2009 e 2013, Paul Chan Wai Chi acabou por se quedar fora do hemiciclo. Este ano, a 17 de Setembro, o objectivo passa por garantir a eleição de Sulu Sou e o regresso à Assembleia Legislativa de Chan Wai Chi: “Queremos garantir dois lugares. Temos de assegurar que o Paul Chan Wai Chi volta a ser eleito. Um deputado com uma taxa de assiduidade de cem por cento não conseguiu manter o lugar, mas deputados eleitos pela via indirecta que apenas participaram em 30 por cento das reuniões puderam continuar. Este tipo de ecologia política é ridículo. Desta vez, nós, os mais jovens, queremos fazer valer a força da juventude e garantir a eleição de sangue novo anti-sistema. É essencial, no entanto, que possamos contar com o apoio de Chan Wai Chi na Assembleia Legislativa”, explicou ontem Sulu Sou aos jornalistas.

O programa político que a lista do Novo Macau Progressivo depositou ontem na Assembleia Legislativa abrange dezoito grandes reivindicações. Os candidatos da Associação Novo Macau querem revitalizar o funcionamento da Assembleia Legislativa, com a abertura ao público das reuniões das comissões permanentes do hemiciclo.

A lista encabeçada por Sulu Sou propõe-se ainda lutar pelo desenvolvimento sustentável do território e trabalhar para que o hemiciclo promova legislação  que proteja quem denuncie irregularidades no seio da administração público: “Aquilo que nós propomos raramente é abordado e não me lembro de um único deputado que o tenha defendido. Queremos que exista um plano para proteger as pessoas que revelem segredos em prol do interesse público. Nas regiões vizinhas há vários exemplos de leis que protegem denunciantes. Macau não tem nada do género, o que contribui para a criação de um clima de terror. Ninguém está disponível para falar porque todos têm medo de ser punidos. Isto pode ser facilmente evitado, com a criação, por parte da Assembleia Legislativa, de uma lei especial”, defendeu Sulu Sou, em declarações à imprensa.

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