Moon Jae-in pediu a Berlim o reforço das sanções contra Pyongyang

O presidente sul-coreano esteve na quarta-feira reunido com a chanceler alemã, tendo instado Angela Merkel a aplicar “sanções mais intensas” à Coreia do Norte. A questão dos ensaios balísticos norte-coreanos deverá ser um dos temas discutidos à margem da Cimeira do G20, que decorre entre hoje e amanhã em Hamburgo.

 

O Presidente sul-coreano apelou, na quarta-feira (madrugada de quinta-feira em Macau) à Alemanha para que aplique sanções reforçadas contra a Coreia do Norte, na sequência do anúncio de Pyongyang de que lançou um míssil balístico intercontinental (ICBM), que Seul qualificou de “provocação”.

“A Coreia do Norte deve pôr um fim a isto e, por esta razão, nós devemos trabalhar no sentido de sanções mais intensas” contra este país, declarou Moon Jae-In no decorrer de uma conferência de imprensa com a chanceler alemã, Angela Merkel.

O chefe de Estado sul-coreano sublinhou que serão lançadas negociações sobre esta matéria com alguns governos à margem da cimeira do G20 que decorrerá entre hoje e amanhã em Hamburgo, Alemanha.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, esteve reunido na última noite com Moon Jae-In e com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, para discutir a segurança na Ásia.

O chefe de Estado chinês, Xi Jinping, não marcou presença nesta ronda de negociações  bilaterais com Trump, uma vez que o disparo do míssil norte-coreano reavivou as tensões entre Washington, aliado militar de Seul, e Pequim, principal suporte económico e diplomático de Pyongyang: “Trata-se de uma grande ameaça” para a Península coreana e para o mundo inteiro”, bem como “uma provocação”, disse o novo chefe de Estado da Coreia do Sul.

No entanto, Moon Jae-In mostrou-se mais aberto ao diálogo com a Coreia do Norte do que o seu antecessor, afirmando-se favorável a uma “solução pacífica” para o conflito.

A chanceler alemã também deu apoio à ideia de impor sanções mais duras contra Pyongyang.

Merkel indicou que pretende discutir com o Presidente sul-coreano “a melhor forma de manter a pressão, e ver como se poderá continuar a aumentar as sanções”: “É uma questão que nos toca o coração, porque nós sabemos, por experiência própria, o que significa a divisão de um país”, afirmou Merkel, referindo-se ao período entre 1949 e 1989, durante o qual a Alemanha comunista, a República Democrática Alemã, coexistiu com a Alemanha ocidental, a República Federal da Alemanha.

Isolado na cena internacional, Pyongyang justifica o seu programa de armamento nuclear com uma alegada ameaça de invasão por parte de 28 mil soldados norte-americanos estacionados na Coreia do Sul. A Coreia do Norte já realizou cinco testes nucleares e dispõe de um pequeno arsenal de bombas atómicas.

A confirmação de que Pyongyang dispõe igualmente de um míssil balístico intercontinental, capaz – segundo os especialistas norte-coreanos – de atingir o Alasca, representa um grau superior de ameaça por parte do regime comunista norte-coreano.

 

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