Laboratórios de referência poderão ter sucursal em Zhuhai

Dois grupos de peritos da China continental estiveram de visita ao território para tomarem o pulso ao andamento dos trabalhos dos laboratórios de referência da Universidade de Macau e da Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau. À maior instituição de ensino superior do território foi sugerida a criação de um ramo dos seus laboratórios em Zhuhai, sugestão que vai ser ponderada “com seriedade”.

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Os dois grupos de peritos em medicina chinesa e circuitos integrados criados no decorrer da 10ª reunião do Conselho de Cooperação de Ciência e Tecnologia entre o Interior da China e Macau, em Outubro do ano passado, remataram esta quinta-feira a visita que efectuaram ao território. Os especialistas estiveram a analisar os trabalhos desenvolvidos pelo laboratório de referência do estado para investigação de qualidade em medicina chinesa da Universidade de Macau (UM) e da Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau (MUST e também o laboratório de referência do estado em circuitos integrados em muito larga escala analógicos e mistos.

Os especialistas da China continental sugeriram à Universidade de Macau a criação de uma sucursal em Zhuhai dos dois laboratórios alojados pela maior instituição de ensino superior, de forma a que a Universidade possa solicitar financiamento junto das autoridades do Continente. Rui Martins, vice-reitor da UM e responsável pela pelouro da investigação no seio da instituição, considera  os resultados obtidos como “bastante positivos” e disse que a Universidade vai seguir “muito seriamente” a sugestão dos peritos de criação de uma base de investigação em Zhuhai.

Rui Martins referiu-se ao lema pelo qual se regem os laboratórios – “Localmente, de qualidade mundial para quantidade nacional” – para explicar que desde a sua criação, com uma equipa local, o laboratório pelo qual dá o rosto – o de circuitos analógicos mistos – conseguiu alcançar uma “reputação mundial no mundo académico”.  O vice-reitor da Universidade de Macau referiu ainda que nos últimos seis anos têm aumentado o recrutamento de funcionários de Hong Kong e também da República Popular da China: “Encontramo-nos agora numa boa posição para atrair mais e melhores estudantes da China e também de conseguir mais colaborações com empresas tecnológicas da China”, considerou Martins.

No decorrer da conferência de imprensa que ontem teve lugar após a reunião, Ma Chi Ngai, presidente do Conselho de Administração do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia de Macau (FDCT) apresentou os números relativos aos funcionamento, no território, dos laboratórios de referência do estado. Cerca de 240 milhões de patacas anuais foi o valor concedido pelo Governo da RAEM, através do FDCT, aos laboratórios para despesas de gestão e operação. Adicionalmente, numa única prestação, foi concedido um apoio de 940 milhões de patacas para aquisição de maquinaria e equipamentos.

Até ao final do mês passado tinham sido aprovados pelo FDCT 136 projectos de ciência e tecnologia no valor de 258 milhões de patacas, encontrando-se actualmente sob apreciação 26 novos projectos. Os laboratórios de referência do estado conquistaram galardões como três prémios de segunda classificação do Prémio Nacional do Congresso de Progresso Científico e Tecnológico. Foram ainda publicadas mais de 180 teses que registaram o mesmo número de patentes.

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