Coutinho defende igualdade na Função Pública para macaenses e portugueses

O candidato da Nova Esperança definiu como prioridades a defesa da igualdade de oportunidades na Função Pública entre chineses, macaenses e portugueses, assim como uma maior respeito pela língua de Camões. José Pereira Coutinho admite ainda temer divisões internas no seio da própria Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau.

1.Coutinho

João Santos Filipe

 

Defender a igualdade de oportunidades para macaenses e portugueses na Função Pública e a importância da língua portuguesa. Estas foram algumas das prioridades definidas por José Pereira Coutinho, líder da Nova Esperança, que apresentou ontem, no Edifício da Administração Pública,  a composição da lista candidata às eleições de 17 de Setembro para a Assembleia Legislativa.

“Há muitos macaenses e portugueses que não têm emprego [em Macau]. Com nome português, você acha que consegue entrar na Função Pública? Há discriminação. Não é por acaso que estamos a pedir o estabelecimento de um órgão independente, como o Provedor em Hong Kong para apresentar queixas”, disse, ontem, o deputado José Pereira Coutinho. “O discurso é muito bonito quando se diz com pompa e circunstância que a comunidade portuguesa em Macau faz falta. Saem dois juízes, e depois onde estão os outros dois juízes para substitui-los? Saem dois magistrados do Ministério Público, e já foram substituídos? Sai um médico do hospital, onde está o outro médico português”, apontou.

No que diz respeito à defesa da língua, o deputado afirmou que existe uma falta de respeito crónica perante o português, que parte dos órgãos oficiais, dando o exemplo da ex-secretário Florinda Chan, que questionada em português respondia em chinês: “Há uma falta de respeito pela língua portuguesa. Já é normal em Macau. Falta de respeito e dignidade”, acusou.

 

Possibilidade de chumbo da CAEAL não preocupa

 

Quando questionado se as críticas feitas ao Gabinete de Ligação poderiam levar a que a Comissão Eleitoral o impedisse de assumir o cargo de deputado por razões de fidelidade, ou mesmo por ter concorrido às eleições portuguesas, o líder da Nova Esperança mostrou-se tranquilo: “Não sei o que vai acontecer, mas estou de consciência tranquila”, frisou. “Eu sou um português na Assembleia Legislativa. Não me interessa se [a comunidade chinesa] me perdoa [por concorrer à Assembleia da República]. Sou residente permanente de Macau e gozo dos meus direitos políticos e de cidadania”, sublinhou.

Ontem, o deputado ligado à  Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau” (ATFPM) mostrou-se com as divisões internas no seio do organismo, que podem fazer com que tenha menos votos: “Há 25 listas e em algumas delas há concorrentes que são nossos sócios na ATFPM. Isso vai levar a uma dispersão dos votos, porque os familiares e amigos dessas pessoas até poderiam votar em nós, mas assim vão votar numa lista diferente”, explicou.

No entanto, Coutinho mostrou-se confiante com a possibilidades de garantir pelo menos um deputado. Em 2013 a Nova Esperança conseguiu um total de 13130 votos, que lhe permitiu eleger dois deputados.

Este ano, Leong Veng Chai volta a ocupar o posto de segundo candidato, seguido por Mónica Tang e Gilberto Camacho. Che Sai Wang, Tam Leng I, Lídia Ieong, Lídia Lourenço, Chang Fong I, Fok Cao Iu e Chan Kun Van preenchem os restantes lugares. Rita Santos é a mandatária.

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