Colômbia, África do Sul e Áustria são os adversários de Macau em Nanjing

O sorteio ditou que Macau vai participar no Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins no grupo B da Taça FIRS e logo no primeiro dia de competição tem de medir forças com a Colômbia, o adversário teoricamente mais forte. Para complicar ainda mais a missão, a selecção depara-se com problemas no capítulo da preparação, causados pela falta de espaços para treinar.

 

João Santos Filipe

 

Colômbia, África do Sul e Áustria são os países que Macau vai ter pela frente no Grupo B da Taça FIRS do Mundial de Hóquei em Patins, prova que tem o arranque marcado para três de Setembro, na cidade continental de Nanjing. No primeiro dia, a selecção do território enfrenta a equipa sul-americana, que é, em  teoria, o adversário mais complicado.

“Podemos esperar tudo [deste grupo]. São adversários que estão perfeitamente ao alcance de Macau, se efectivamente tivermos uma preparação adequada. Do ponto de vista técnico, acho que não há grandes diferenças”, disse o presidente da Associação de Patinagem de Macau, António Aguiar, ao PONTO FINAL.

Contudo, é no início que a formação local tem o desafio mais complicado, devido à larga experiência da equipa colombiana: “A Colômbia está um pouco acima das outras equipas, porque está habituada a jogar nos antigos Mundiais A. Tem um treinador português e a escola portuguesa. É o favorito do nosso grupo”, frisou.

Macau está integrado na chamada Taça FIRS. Contudo, se terminar em primeiro do grupo, é promovido ao leque de equipas que disputam o Mundial propriamente dito e nessa fase pode apanhar os grandes favoritos, como Portugal, Espanha ou a campeã em título Argentina.

Se falhar o apuramento para a competição que decide o nome do campeão do mundo, mantém-se na FIRS, onde pode lutar para conquistar o troféu: “Se não subirmos [em primeiro no grupo], podemos lutar pela vitória na Taça FIRS, que é os lugares entre 9 e 16 do campeonato do Mundo”, explicou António Aguiar.

Da Taça FIRS fazem ainda parte, no grupo A, Estados Unidos da América, Brasil, Angola e Holanda. Qualquer uma destas equipas pode, perfeitamente, defrontar  de Macau na fase seguinte da competição.

 

Falta de espaço para treinar

 

O presidente da Federação de Patinagem de Macau revelou também que desde Janeiro que a selecção se está a preparar para o evento, mas que o principal obstáculo continua a ser a falta de espaços. As condições actuais, sublinha António Aguiar, só permitem dois treinos por semana: “Por mais espaços que nos arranjem acabam sempre por nos tirar as horas de treino e acabamos por ter menos tempo do que tínhamos. Só treinamos duas vezes por semana. O Instituto do Desporto sempre teve problemas nesta matéria e agora está pior”, defendeu.

Para se preparar para a prova, Macau vai jogar duas vezes com Portugal, que se vai estagiar na RAEM entre 27 e 31 de Agosto. Previstos estiveram também quatro jogos com Taiwan, mas acabam por ser cancelados por não ser possível conciliar horários entre os jogadores.

António Aguiar contou igualmente, ao PONTO FINAL, que neste momento está afastada a hipótese das selecções de Moçambique, da Argentina e do Chile estagiarem em Macau. Enquanto a selecção africana acabou por nunca confirmar a intenção manifestada, Argentina e Chile desistiram depois de tomarem conhecimento dos custos associados ao alojamento.

 

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