Agnes Lam promete acompanhar de perto questão da liberdade académica na UM

A líder da lista Observatório Cívico apresentou a candidatura ontem e prometeu acompanhar de perto a questão da liberdade académica na maior das instituições de ensino superiro do território. Agnes Lam negou que o Partido Comunista apoie a sua candidatura e afirma que na Universidade de Macau os académicos podem fazer investigação com pessoas que não apoiam Pequim.

3.Eduardo Martins

João Santos Filipe

A lista encabeçada por Agnes Lam, que repete a designação “Observatório Cívico”, foi ontem entregue à Comissão para os Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) e a docente da Universidade de Macau promete manter-se atenta à liberdade académica. No Edifício da Administração Pública, a candidata ao hemiciclo garantiu que existe liberdade académica no seio da Universidade de Macau.

“Os académicos ainda têm toda a liberdade que precisam para conduzir as suas investigações. A única questão é que quando usam o dinheiro público é necessário dizer com quem nos encontramos. Mas isso não é apenas para as viagens a Taiwan, é para todo o lado”, afirmou Agnes Lam. “É claro que podemos conduzir investigações com pessoas que não são pró-Pequim”, declarou, quando abordada pelos jornalistas.

Recentemente Hao Zhidong, professor da Universidade de Macau que se reforma este ano, afirmou que a liberdade está a encolher na instituição, e que aos académicos era exigido que relatassem com quem se encontram: “Vou acompanhar de perto a liberdade académica, vai ser uma abordagem que vamos adoptar”, acrescentou.

Por outro lado, a académica – que integra a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) – realçou que em casos específicos os nomes das pessoas com quem se encontram não têm de ser revelados. O exemplo foi o da possível abordagem a trabalhadores ilegais em certos estudos.

Sobre a questão da Universidade de Macau, Agnes Lam assegurou também que nas ocasiões em que os académicos pagam as suas próprias viagens, ficam livres de fazer qualquer relatório.

 

Apoio do Governo Central desconhecido

 

Na lista do Observatório Cívico estão colocados no segundo e terceiro lugares Steven Cheong Chi Hong e Wu Xiao Cheng, respectivamente. Ambos são médicos e fazem parte da aposta desta lista no sector da saúde. Depois surgem William Keong Wai Cheng, ligado às indústrias criativas, e Choi Chi Wai, próximo de uma associação para a defesa dos direitos das pessoas com dificuldades visuais e activista no campo da protecção ambiental.

Apesar de integrar o CCPPC, Lam frisou desconhecer qualquer tipo de apoio por parte do Partido Comunista à candidatura que lidera: “Não sei se o Partido Comunista apoia a minha candidatura. Não fui informada que eles apoiavam esta candidatura, nem fui abordada por ninguém do Partido. Também não sei como devo abordá-los, talvez tenha de ir a Pequim”, frisou. “Continuo a ser membro do CCPPC e tenho uma relação de trabalho com o Gabinete de Ligação, por exemplo se houver encontros oficiais, eles informam-nos. Fui convidada um ou duas vezes para o jantar de Ano Novo Chinês. Se me convidarem, vou”, explicou.

A lista Observatório Cívico tem um total de cinco membros e entre as suas prioridades está a habitação pública e a reforma dos cuidados médicos, principalmente ao nível dos cuidados para idosos.

 

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