Hospital pública nega acusações de erro médico

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O Centro Hospitalar Conde de São Januário refutou esta quarta-feira as acusações de erro médico dirigidas a um médico especialista por uma familiar de um paciente que ali faleceu. O hospital público respondeu às acusações com a garantia de que tudo foi feito para salvar a vida ao paciente em questão. Num comunicado ontem enviado à imprensa, o Centro Hospitalar Conde de São Januário diz que o paciente morreu devido a “falência multi-órgãos, após ter sido sujeito a repetidas salvações e terapia”.

As alegações de negligência e erro médico partiram da filha do falecido, que contactou o portal noticioso “All About Macau” para denunciar o caso.

O portal noticioso alegava que o homem “faleceu por pneumonia após salvação e tratamento ineficaz e filha, médica, alega incumprimento das directrizes da prática e clínica e prescrição de medicamentos errados pelo CHCSJ”. Na nota de imprensa enviada às redacções, a Direcção dos Serviços de Saúde descreveu o paciente, de nome Kou como “um doente crónico, com 74 anos de idade, portador de doença respiratória crónica e de insuficiência cardíaca”, “sendo o seu estado de saúde considerado grave”.

O organismo nega a acusação de erro médico no tratamento a uma pneumonia, garantido que “todos os serviços de acção médica do CHCSJ procedem ao ajustamento adequado da aplicação de toda a medicação (…) e, por outro lado, conforme a situação do paciente, são também organizadas consultas colegiais e até ajustamentos das condições de enfermagem durante o período de internamento hospitalar dos pacientes. Portanto, o CHCSJ não concorda absolutamente com as acusações injustificadas relativas à decisão clínica do médico especialista”, lê-se na nota de imprensa.

A Direcção dos Serviços de Saúde assegura também que, de acordo com o registo no processo clínico, “a família manifestou a sua compreensão e concordou que o paciente não fosse enviado para a Unidade de Cuidados Intensivos para tratamento adicional”, contrariando o que foi dito pela filha de Kou ao portal “All About Macau”. A mulher defendeu que o corpo hospitalar revelava falta de conhecimento de técnicas médicas e não terá cumprido as directrizes de prática clínica em vigor no hospital público.

“Caso a família considere a existência de erro médico no caso do Sr. Kou por parte do nosso hospital, deve ao abrigo do Regime jurídico do erro médico de Macau apresentar o pedido de perícia médica à Comissão de Perícia do Erro Médico, no sentido de confirmar a existência ou não de erro médico, podendo também recorrer judicialmente do tribunal, no sentido de proteger os próprios direitos”, indicam os Serviços de Saúde.

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