GAES nega erosão da liberdade académica em Macau

O Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) negou ontem as acusações feitas pelo sociólogo Hao Zhidong sobre os limites à liberdade académica impostos nas instituições de ensino superior e em particular na Universidade de Macau. Sou Chio Fai, coordenador do GAES, defende que a autonomia pedagógica ou de investigação das instituições não estão postas em causa.

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O coordenador do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES), Sou Chio Fai, negou a acusação de que a liberdade académica nas instituições locais é limitada ou esteja a sofrer uma erosão progressiva. De acordo com a Rádio Macau, o dirigente afirmou que o relatório das deslocações ao exterior só é exigido aos docentes quando viajam em serviço e assegurou o respeito pela autonomia das instituições.

A reacção surge depois de Hao Zhidong, professor de Sociologia da Universidade de Macau, ter afirmado recentemente, em declarações ao programa “Talk Show” da TDM, que a liberdade académica está a diminuir, relatando “indicações recentes” como “o requisito de que os docentes reportem contactos com pessoas de Taiwan, se fazem deslocações a Taiwan e, nesse caso, com quem vão reunir-se e o que vão fazer” em visitas oficiais.

Na entrevista concedida à TDM, transmitida em finais de Junho, Hao Zhidong afirmou, ao falar de uma suposta diminuição da liberdade académica, que “há menos encorajamento para debates ou discussões politicamente controversas no ‘campus’”, um aspecto que Sou Chio Fai declarou não estar em posição de comentar.

Questionado pelos jornalistas, Sou Chio Fai dizer que a prática de reportar os encontros que se mantiveram no exercício de funções é normal:  “Qualquer entidade que tem apoios ou fundos públicos, quando estamos a falar de qualquer missão oficial a qualquer local, a gente tem de responder e dizer com que autoridade ou com quem vai falar ou reunir. Isto é uma prática normal”. E acrescentou: “Acho que isto não tem nada a ver com a autonomia pedagógica ou de investigação”.

À margem da apresentação do Balcão de Apoio ao Estudante Internacional, criado ontem no Instituto Português do Oriente (IPOR), o coordenador do GAES declarou não estar “em posição para dizer nada sobre este caso. De facto, na perspetiva do GAES, segundo a actual lei do ensino superior – e a futura (em análise na Assembleia Legislativa) – respeitamos a total autonomia pedagógica de qualquer instituição de ensino superior em Macau”.

 

USJ: NOVO CAMPUS CONTINUA SEM LICENÇA PARA ABERTURA

 

No mesmo certame, que decorreu durante a manhã de ontem, Sou Chio Fai pronunciou-se também sobre a licença para abertura do novo campus da Universidade de São José (USJ). De acordo com a Rádio Macau, o coordenador do GAES não confirmou que o novo espaço, situado na Ilha Verde, esteja pronto a tempo do início do próximo ano lectivo: “Estamos a aguardar a emissão da licença de utilização do novo campus”, disse o coordenador do GAES.

 

Avança a Rádio Macau que foi depois de uma reunião com o reitor da USJ, Peter Stilwell, na semana passada, que Sou Chio Fai recolheu informações que lhe permitem afirmar que a inauguração deve ser feita até ao final deste ano. Quanto à forma de celebrar a abertura do novo campus, o dirigente do GAES apontou a vontade de organizar um fórum de reitores.

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