CAEAL sugere a Au Kam San que apresente queixa por difamação

Au Kam San apresentou uma reclamação junto da Comissão para os Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa por se sentir difamado por uma revista da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong. Mas o presidente da CAEAL defende que o caso não está directamente relacionado com as eleições e aconselha o deputado a fazer queixa na polícia.

3.Tong

João Santos Filipe

O presidente da Comissão para os Assuntos Eleitorais (CAEAL), Tong Hio Fong, disse ontem que a queixa que o deputado Au Kam San apresentou por se sentir difamado num artigo de uma revista de Hong Kong não está relacionado directamente com as eleições. A declaração foi esta quarta-feira prestada à imprensa, após uma nova reunião da Comissão.

“A CAEAL também recebeu essa reclamação [de Au Kam San]. De acordo com o conteúdo concreto da reclamação, não há uma relação directa com as eleições. Mas vamos prestar atenção a esse caso”, disse o também juiz do Tribunal de Segunda Instância. “Se o interessado achar que foi prejudicado no seu direito, pode participar junto das respectivas autoridades. O caso de difamação é um caso privado, tem de ser a pessoa a fazer uma participação”, frisou.

Para o juiz a matéria deve ser resolvida pelas autoridades indicadas, através de uma queixa: “Na semana passada falámos de um caso de uma lista que divulgou informações falsas para enganar os apoiantes. Isto está directamente relacionado com as eleições, pelo que iremos acompanhar este assunto. Mas no caso de difamação, ou de outra natureza, que são de carácter particular não está relacionado com as eleições”, defendeu o magistrado.“Vamos tomar atenção, mas também sugerimos ao interessado que, quando achar que foi prejudicado no seu nome, participe junto das autoridades competentes”, acrescentou.

Au Kam San queixa-se de um artigo, publicado pela East Weekly Magazine, em que é acusado, por uma pessoa não identificada, de ter deixado a Associação Novo Macau para evitar que se soubesse que se tinha envolvido com uma funcionária durante o expediente de trabalho.

 

Recebidas 26 queixas por corrupção

 

Em relação às queixas recebidas pela Comissão por suspeitas de corrupção, Tong Hio Fong revelou que até ontem tinham sido apresentados 26 casos, que estão a ser acompanhados pelo Comissariado Contra a Corrupção. Por essa razão, o presidente da CAEAL explicou que não podem ser avançados pormenores relativos às queixas.

Por outro lado, os casos com assinaturas de reconhecimento de comissão de candidatura totalizam 118: duas das pessoas visadas dizem ter sido enganadas para assinar documentos. Nesta altura, a CAEAL já teve 30 encontros com eleitores para esclarecer a questão da duplicação de assinaturas e tem marcadas mais 60 reuniões.

 

Já durante o mesmo período o número de pedidos de esclarecimento em relação aos procedimentos de candidaturas foi cerca de duas dezenas.

Na reunião de ontem foi novamente discutido o boletim de voto para pessoas com deficiências visuais. A CAEAL apresentou uma capa para ser colocada em cima do boletim que permite facilmente identificar a lista em que se deseja votar. Os números constam na lista em braille, mas também em numeração árabe com relevo. Os invisuais que necessitarem, podem ainda pedir a ajuda de um eleitor que considerem de confiança.

 

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