União para o Desenvolvimento quer conquistar dois lugares no hemiciclo

A União para o Desenvolvimento deu ontem a conhecer uma lista com dez candidatos às eleições de 17 de Setembro. Este ano, o objectivo da candidatura é conseguir dois lugares na Assembleia Legislativa (AL). Eleita pela via indirecta há quatro anos, Ella Lei e o vice-presidente da Federação das Associações de Operários de Macau (FAOM), Leong Sun Iok, são os dois nomes no topo da lista.

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Elisa Gao

A União para o Desenvolvimento submeteu esta segunda-feira a sua lista de candidatura à Assembleia Legislativa no edifício da Administração Pública. O objectivo da plataforma associada aos Operários  passa por conquistar dois lugares nas eleições agendadas para 17 de Setembro. Leong Iok Wa, mandatário da lista, disse aos jornalistas que a União para o Desenvolvimento está preparada para honrar o passado, mas sobretudo para lutar pelo futuro: a associação foi fundada em 1991 e participou em todas as eleições desde então, sendo que os dez membros que fazem parte da lista são todos muito jovens.

Ella Lei deixa o expediente das eleições por via indirecta para se candidatar, este ano, a um lugar no hemiciclo pela via directa. A deputada defendeu ontem, em declarações aos jornalistas. que, desta vez, a União para o Desenvolvimento enfrenta desafios maiores, mas mostrou-se confiante de que a lista vai conseguir eleger dois deputados: “Apenas fazendo bem o nosso trabalho, a nossa equipa consegue o apoio por parte de cidadãos e eleitores”, afirmou.

A deputada e candidata ao hemiciclo destacou a habitação, o sistema de segurança social e a utilização adequada dos recursos de terras do Governo como as três questões que mais preocupam a lista que lidera: “No que respeita à forma de fazer bom uso dos recursos de terras pertencentes ao Governo, precisamos de lutar por isso e fazer chegar os nossos conselhos ao Executivo. Agora, o Governo diz, todos os dias, que o problema da habitação não pode ser resolvido por causa da falta de terrenos. Na verdade, a questão não é não haver terras, é o Governo não fazer bom uso delas. Portanto pode empenhar-se a fazer um melhor trabalho na área da habitação e na construção de escolas em terrenos não aproveitados”, defendeu.

Leong Sun Iok, que trabalha também enquanto formador profissional, explicou que a plataforma política pela qual dá a cara enquanto vice cabeça-de-lista vai ter em consideração o emprego dos locais: “Nos últimos anos, ainda que se verifique um desenvolvimento na economia de Macau, continuam a existir muitos cidadãos que não partilham os resultados trazidos pelo fulgor económico”, defende.

O vice-presidente da Federação das Associações de Operários de Macau sublinhou  ainda que espera que o Executivo consiga optimizar e melhorar o mecanismo de distribuição dos recursos públicos para que os residentes locais possam usufruir daquilo que foi alcançado, nomeadamente através do emprego e de uma melhoria da qualidade de vida.

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