Marawi: Exército filipino prepara investida final contra militantes do Estado Islâmico

As autoridades filipinas esperam poder recuperar o controlo total da cidade de Marawi nos próximos dias. O exército do país está a preparar-se para o ataque final contra os pouco mais de cem extremistas islâmicos que ainda resistem naquela cidade da ilha de Mindanao.

0.Mindanao

 

O exército filipino adiantou esta segunda-feira que está a preparar-se para o que espera ser a última ofensiva contra uma centena de extremistas islâmicos, que há mais de um mês resistem na cidade de Marawi,  no sul do país.

O chefe das Forças Armadas, Eduardo Año, disse no domingo que os rebeldes do chamado Grupo Maute e do Abu Sayyaf, seguidores do grupo extremista Estado Islâmico (EI), estão confinados a uma zona de entre um e dois quilómetros quadrados da cidade de Marawi. Em pouco mais de um mês, o conflito já causou mais de 400 mortos.

Año disse estar confiante de que o Exército de Manila possa derrotar os rebeldes de uma vez por todas, mas alertou sobre as dificuldades do avanço na zona sob o seu controlo, onde as autoridades estimam haver dezenas de civis feitos reféns: “É uma questão de dias, mas não podemos impor uma data limite. A luta é edifício por edifício, casa por casa, piso por piso. Não podemos precipitar-nos dada a natureza da luta”, disse Año, em conferência de imprensa na noite de domingo.

“O que estamos a fazer pressupõe um grande esforço em que tomámos em consideração a segurança dos civis, civis que estão presos, e minimizar a destruição de propriedades”, acrescentou o militar, segundo a televisão filipina GMA.

Um dia antes, Año disse que o exército matou dez franco-atiradores extremistas islâmicos, o que eleva a 317 o número de rebeldes mortos neste conflito em que também morreram 88 soldados e polícias, para além de 44 civis.

A crise de Marawi começou a 23 de Maio, quando o grupo Maute e combatentes locais e estrangeiros pegaram em armas naquela cidade da ilha de Mindanao, exibindo bandeiras negras do Estado Islâmico e incendiando a esquadra, uma escola, uma prisão e uma igreja.

Mais de 260.000 habitantes de Marawi e arredores fugiram ou foram retirados para centros improvisados nas localidades próximas de Iligan e Cagayan de Oro. A rebelião levou o Presidente filipino, Rodrigo Duterte, a declarar a lei marcial em toda a ilha de Mindanao, onde vivem cerca de 20 milhões de pessoas.

 

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