C.S.I: Crime Série Ilustrada

(atenção, este parágrafo é para incluir junto ao cabeçalho da página:)

 

As histórias publicadas nesta secção são escritas com base em versão apresentada pelas forças de segurança – PJ e PSP. Salvaguarde-se a presunção de inocência dos envolvidos, aqui identificados apenas com uma inicial arbitrária e sem relação propositada com os seus nomes verdadeiros, e cujos casos ainda não foram julgados em tribunal.

 

Os drones disto tudo

Eram cerca das 20h30 e o agente da Polícia de Segurança Pública destacado para vigiar anteontem a entrada da Sede do Governo, em frente ao Lago Nam Van, reparou na engenhoca que zumbia pelos ares a alguns metros do edifício. De imediato, alertou os colegas, que deram início às buscas nas proximidades.

Não foi preciso ir muito longe, já que, atravessando a rua, na zona de lazer do lago, um indivíduo manobrava alegremente os manípulos do controlo remoto do aparelho. Dada a proximidade do edifício governamental, o homem foi obrigado a recolher o seu drone e levado para investigação.

T., de 30 anos, estava em Macau como turista e explicou ter achado a zona do Lago Nam Van muito bonita, pelo que resolveu utilizar o seu drone, um aparelho de 743 gramas munido de câmara, para fazer um vídeo aéreo do lago até à Torre de Macau.

Não sabia era que, de acordo com o Artigo 67.º da mais recente versão do Regulamento de Navegação Aérea de Macau, não é permitido fazer voar esses brinquedos nas proximidades de uma “área protegida”, incluindo “o espaço aéreo a menos de 50 metros da Sede do Governo de Macau”, a não ser que se disponha de “autorização escrita da Autoridade de Aviação Civil”. Além disso, “todas as aeronaves não tripuladas com peso superior a 250 gramas devem estar etiquetadas com o nome e o número de telefone do proprietário”. Ora, o drone de T. não cumpria nenhuma dessas disposições, pelo que a polícia registou o caso e enviou o respectivo ofício à Autoridade de Aviação Civil para acompanhamento: “Se os cidadãos usarem drones, têm de cumprir com as regras e pedir a devida autorização, se for o caso”, alertou o porta-voz da PSP na conferência de imprensa de ontem. “Os drones com mais de 250 gramas têm de possuir identificação”, reiterou, observando que os casos de incumprimento podiam ser punidos pelas autoridades com uma multa entre as duas mil e as 20 mil patacas.

A “buba” adormecida

Para B., sábado é sinónimo de diversão sem tabus etílicos. Na última farra de fim-de-semana, a coisa foi feia e bebeu até perder o rumo. Andava a vaguear pela Rua de São Lourenço, enquanto tentava encontrar o caminho de casa, quando viu uns bancos de pedra no passeio e resolveu estirar-se para descansar. Acabou por cair nos braços de Morfeu.

Quando acordou, o céu já se iluminava e ajudou-o a perceber que a mala que trazia consigo tinha desaparecido. Já estava praticamente sóbrio quando entrou na esquadra da PSP para apresentar queixa. Na mala, assegurava, havia dinheiro, telemóveis e cartões de crédito, num valor estimado em 22 mil patacas.

Os agentes analisaram as gravações das câmaras de videovigilância da zona e repararam que, a dada altura, enquanto B. dormia descansado no banco, um indivíduo aparecia e tirava-lhe cuidadosamente a mala, retirando-se de seguida com passo apressado.

Identificado pela Polícia de Segurança Pública, um morador da zona de 20 anos foi detido por furto e confessou ter fanado a mala ao bêbado adormecido, mas jurou que não havia nada de valor no seu interior e que, por isso, deitou-a no lixo de seguida.

Judo arcaico

Do casino para a esquadra, M. foi a coxear devido à lesão provocada pela queda. Tinha sido empurrado por um sujeito sem razão aparente, explicava ao agente da Polícia Judiciária que tomou nota da queixa.

Os investigadores foram ao local e examinaram as imagens captadas pelas câmaras de videovigilância, que contavam uma história um pouco diferente: às 5h de domingo, dois indivíduos agarravam-se num atabalhoado confronto a fazer lembrar uma espécie de judo da Idade da Pedra, que acabou com os dois a irem parar ao chão agarrados um ao outro.

Pelo que apurou a PJ, M. tinha dado umas dicas espontâneas a um jogador do casino para, a seguir, cobrar-lhe uma gorjeta pelas apostas ganhas. O apostador recusou-se a pagar por um serviço não solicitado e a discussão descambou no que se viu. Depois de ter saído mais magoado do que o adversário na contenda, M. terá ainda ameaçado: “Se não me recompensares com 500 mil dólares de Hong Kong, vou denunciar-te!”… e cumpriu a promessa, mas acabaria por ser ele o detido, pelos crimes de extorsão e denúncia caluniosa.

Maratona de xixi

O sujeito tinha ido à casa-de-banho e nunca mais voltava. “Deve ter uma bexiga do tamanho de uma piscina olímpica!”, terá pensado E., enquanto esperava pelo homem que lhe tinha prometido arranjar um emprego em Macau.

Desempregado de 32 anos, E. interessou-se pela oferta do sujeito que tinha conhecido na Internet, e que, através do WeChat, lhe prometeu encontrar um emprego em Macau com um salário mensal de 12 mil patacas a troco de uma comissão. Combinaram encontrar-se na sexta-feira, já em Macau, no Porto Exterior, onde E. acabaria por entregar ao homem a comissão de 7300 yuans. Com o dinheiro na mão, o tipo pediu um minuto para ir à casa-de-banho… e E. ficou à espera.

Passados 10 minutos, a vítima cansou-se de esperar e foi à procura do sujeito, mas a casa-de-banho do terminal estava vazia. O suspeito terá saído de fininho, num momento de distração, sem que E. desse conta.

A PJ está à procura do burlão, mas apenas sabe que se trata de um homem de 1,72 metros, de compleição algo anafada, de cabelo negro curto, e pouco mais.

 

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