Xi Jinping apadrinha assinatura de acordo-quadro da “Grande Baía”

Um dos últimos pontos da visita de três dias de Xi Jinping a Hong Kong abre as portas a uma maior convergência entre as duas Regiões Administrativas Especiais chinesas e a vizinha província de Cantão. O presidente chinês testemunhou a assinatura do acordo-quadro que deverá nortear o processo de desenvolvimento da “Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.

1.Chui

O Presidente chinês, Xi Jinping, testemunhou no sábado, na vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong, a assinatura de um acordo-quadro para o desenvolvimento da estratégia da “Grande Baía” Guangdong-Hong Kong-Macau, iniciativa que aspira tornar o sul da China numa região metropolitana de nível mundial.

Este foi um dos últimos pontos da visita de três dias de Xi Jinping – a primeira na qualidade de Presidente – a Hong Kong, território que celebrou no sábado o 20.º aniversário da transferência da soberania do Reino Unido para a China.

O conceito de “Grande Baía” não é completamente novo, mas ganhou um novo ímpeto ao surgir no relatório de trabalho de 2017 do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, do qual consta a orientação para se “investigar e elaborar o planeamento da região metropolitana da Grande Baía”, um projecto de integração económica que visa aproveitar as diferentes mais-valias de cada um dos territórios.

A “Grande Baía” inclui as duas Regiões Administrativas de Hong Kong e Macau e nove cidades da província de Guangdong: Dongguan, Foshan, Guangzhou, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e o vizinho município de Zhuhai.

O acordo-quadro foi firmado pelo director da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Reforma, He Lifeng, pelo governador da província de Guangdong, Ma Xingrui, bem como por Carrie Lam – que se tornou anteontem na primeira mulher a assumir a chefia do Governo de Hong Kong – e Fernando Chui Sai On, chefe do Executivo do território.

Macau lançou, no mês passado, uma consulta pública de 15 dias, sobre a participação do território na “estratégia nacional” da “Grande Baía”. A “recolha de opiniões” teve lugar sem que o próprio Governo tenha apresentado publicamente qualquer proposta ou acção concreta no quadro do planeamento e construção da Região Metropolitana da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, projecto que passou “de iniciativa da sociedade civil a estratégia nacional” da China.

Neste âmbito, apenas foram definidos “dois grandes papéis”, “três funções” e “oito áreas prioritárias”, todas envolvendo conceitos generalistas. As “três funções” que Macau chama a si são as de “centro mundial de turismo e lazer”, “plataforma entre a China e os países de língua portuguesa” e “base de cooperação e diálogo”, para “promover a coexistência de diversas culturas”.

O projecto “Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau” surgiu pela primeira vez num documento do governo central chinês, em 2015, sobre a visão e acções para a construção da “Rota da Seda e da Rota Marítima da Seda para o Século XXI”, projecto de investimentos em infraestruturas liderado pela China, que ambiciona reavivar simbolicamente o corredor económico que uniu o Oriente o Ocidente, de acordo com o assessor do gabinete do chefe do Executivo de Macau, Kou Chin Hung.

Desde 2008, especialmente a partir das “Linhas Gerais para a Reforma e Desenvolvimento do Delta do Rio das Pérolas (2008-2020)”, que a província chinesa de Guangdong e as vizinhas regiões de Macau e Hong Kong começaram a discutir a criação da referida “área metropolitana de nível mundial”.

 

 

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