Washington aprovou venda de armas à Formosa

O negócio, no valor de 1,4 mil milhões de dólares norte-americanos, ainda tem que ser aprovado pelo Congresso. Em causa está a venda de tecnologia de radar, de torpedos e de componentes de mísseis e ainda a actualização de muitos dos sistemas tecnológicos actualmente em uso pelos militares formosinos.

Operation OKRA

Os Estados Unidos da América aprovaram a venda de armas a Taiwan no valor de 1,4 mil milhões de dólares, o primeiro negócio do tipo sob a presidência de Donald Trump, informou, na quinta-feira (madrugada de sexta-feira em Macau), fonte oficial.

A porta-voz do Departamento do Estado Heather Nauert afirmou que a administração norte-americana notificou o Congresso da intenção de aprovar sete propostas de negócio, avaliadas em aproximadamente 1,4 mil milhões de dólares.

Nauert disse que a aprovação da venda não viola a lei que define os contactos dos Estados Unidos com a ilha:”Acreditamos que mostra o nosso apoio à habilidade de Taiwan de manter uma política de autodefesa capaz”, acrescentou.

O Ministério da Defesa de Taiwan agradeceu já aos Estados Unidos: “A venda de armas vai ajudar a reforçar a nossa capacidade de autodefesa e a manter a paz no Estreito de Taiwan”.

O Congresso norte-americano, que não tem apresentado qualquer objecção à venda de armas a Taiwan, tem 30 dias para manifestar uma eventual oposição. Um funcionário norte-americano, que pediu o anonimato por os pormenores do negócio não terem sido ainda formalmente divulgados, disse à agência noticiosa Associated Press (AP) que esta venda compreende sete itens, incluindo sistemas de radar, torpedos ou componentes para mísseis.

Segundo a mesma fonte oficial citada pela Associated Press, a venda prende-se sobretudo com actualizações de sistemas, como a conversão de sistemas analógicos em digitais.

A mais recente venda de armamento dos Estados Unidos a Taiwan, avaliada em 1,8 mil milhões de dólares, foi anunciada em Dezembro de 2015.

A transacção, que incluiu fragatas, mísseis antitanque, veículos de assalto anfíbios e outros equipamentos militar, foi a primeira num intervalo de quatro anos. A República Popular da China opõe-se firmemente à venda de armamento a Taiwan.

Em Março último e na sequência de informações que davam conta que Washington preparava um negócio com a Ilha Formosa, Pequim veio contestar publicamente a possibilidade do negócio se consumar, renovando apelos a Washington para que respeite o princípio “uma só China” para preservar as relações bilaterais e a estabilidade no Estreito.

Taiwan, onde se refugiou o antigo Governo chinês depois de o Partido Comunista tomar o poder no Continente, em 1949, e que continua a denominar-se República da China, é vista em Pequim como uma província chinesa e não uma entidade política soberana.

A República Popular da China defende a “reunificação pacífica”, segundo a mesma fórmula adoptada para Hong Kong e Macau (“Um país, dois Sistemas”), mas ameaça “usar a força” se Taiwan declarar a independência.

As relações entre Pequim e Taipé deterioram-se após a tomada de posse da Presidente Tsai Ing-wen, do Partido Democrata Progressista, que defende a independência.

Tsai Ing-wen recusou aceitar o chamado “Consenso de 1992”, ao abrigo do qual ambas as partes reconhecem o princípio de “uma só China”, mas cada uma tem a sua própria interpretação desse conceito.

Os Estados Unidos são o principal fornecedor de armas a Taiwan, apesar de não terem relações diplomáticas desde 1979.

 

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