Rodrigo Duterte: Rude, polémico e muito popular

Uma taxa de aprovação popular que oscila entre os 72 e os 75 por cento. Rodrigo Duterte cumpriu na sexta-feira o primeiro ano de mandato enquanto presidente das Filipinas e nem uma polémica e letal campanha anti-droga lhe roubou popularidade aos olhos dos cidadãos filipinos.

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O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, cumpriu na sexta-feira um ano na presidência do país, com uma elevada taxa de aprovação apesar de um comportamento polémico e das mais de 7.000 mortes causadas pela chamada guerra contra a droga.
De acordo com a mais recente sondagem de opinião, publicada pelos ‘media’, na qual participaram as consultoras SWS e Pulse Asia, Rodrigo Duterte manteve entre 75 e 72 por cento a taxa de aprovação nos índices de confiança e relativos às suas políticas, informou na sexta diário Philippine Star.
Duterte, que passou o dia na cidade de Davao, mostrou indiferença relativamente aos números: “Podes qualificar-se como ‘bom’, ‘muito bom’, ‘excelente’ ou ‘muito mau’ – isso não me importa. Eu só faço o meu trabalho”, afirmou, na quinta-feira passada, a uma emissora local.
Essa elevada popularidade nas Filipinas manteve-se sempre em alta durante o primeiro ano de mandato, não obstante as críticas por parte da comunidade internacional em relação aos “resultados” da guerra contra droga, uma das principais promessas de campanha de Duterte.
Mais de metade das vítimas, alegadamente toxicodependentes e traficantes, foram abatidos pelas forças de segurança. As restantes terão morrido às mãos de civis ou de grupos de vigilantes.
A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) qualificou, na semana passada, o primeiro ano de mandato do Presidente das Filipinas como uma “calamidade” para os direitos humanos.
Duterte prometeu “limpar” o país dos traficantes e consumidores de estupefacientes, considerando que as drogas, particularmente a metanfetamina designada localmente de ‘shabu’, estão a destruir as novas gerações.
Desde que Rodrigo Duterte chegou ao poder, os delitos relacionados com droga diminuíram 30 por cento e mais de 1,2 milhões de traficantes e toxicodependentes entregaram-se à polícia e 65.000 suspeitos foram detidos, de acordo com as autoridades.
Mas nem só a campanha contra a droga colocou Duterte nas primeiras páginas dos jornais de todo o mundo, já que o Presidente Filipino também é conhecido pelo constante recurso a palavrões e insultos em discursos ou em conferências de imprensa.
Quando ainda era candidato presidencial insultou o antigo Presidente dos Estados Unidos Barack Obama e o papa Francisco. Também se comparou a Adolf Hitler e pôs o holocausto como modelo para a campanha contra o narcotráfico e afirmou que “gostava de massacrar” os três milhões de toxicodependentes que existem no país, à semelhança do que o líder nazi fez com milhares de judeus para “salvar a próxima geração da perdição”. Posteriormente, pediu desculpa pelo paralelismo.
No final de Outubro, Duterte prometeu deixar de usar palavrões e de tecer comentários inconvenientes porque recebeu instruções de Deus para não o fazer.

 

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