Kwan Tsui Hang que maior segurança nas piscinas públicas não-governamentais

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A deputada Kwan Tsui Hang voltou a questionar o Governo relativamente às “Orientações para as piscinas em estabelecimentos hoteleiros”, uma semana depois de um menino de quatro anos, de nacionalidade sul-coreana, ter perdido a vida num hotel do Cotai. O facto de as piscinas públicas não-governamentais não carecerem, de acordo com a lei em vigor, de serem vigiadas por nadadores-salvadores durante o horário de funcionamento volta a suscitar críticas a Kwan Tsui Hang. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) recolhe com alguma frequência amostras para comprovar a qualidade da água das piscinas de hóteis e de complexos residências, mas a deputada considera que a iniciativa, por si só, não basta. Kwan Tsui Hang considera que existem graves lacunas de regulação no que diz respeito à segurança e à higiene.

“Na resposta a uma interpelação de um deputado o Governo disse que iria reconsiderar os regulamentos relativos às piscinas em edifícios privados após rever a eficácia da implementação das ‘Orientações para as piscinas em estabelecimentos hoteleiros’”, escreve a deputada numa interpelação escrita, em  que questiona também o andamento do processo de revisão das linhas orientadoras “e o trabalho legislativo de regulação das piscinas em hotéis e edifícios privados”.

Kwan Tsui Hang que ainda saber se o Governo vai exigir que todas as piscinas do território abertas ao público contratem nadadores-salvadores durante o horário de funcionamento. A deputada lembra ainda que os locais em questão “não precisam de ter licença e não têm supervisão regular no que diz respeito à higiene e segurança”.

A interpelação surge poucos dias depois de um menino de quatro anos se ter afogado numa piscina do hotel Sheraton, a 24 de Junho. Segundo um comunicado da Polícia Judiciária e do Corpo de Bombeiros, a criança foi resgatada da água por um funcionário da unidade hoteleira, que imediatamente administrou os primeiros socorros. A criança foi transportada para o Centro Hospitalar Conde de São Januário, onde acabaria por falecer.

“O Governo não pode ignorar este problema sério e se Macau se quer tornar num Centro Mundial do Turismo e Lazer deve fortalecer a imagem global do turismo, melhorar a gestão hoteleira e assegurar a segurança e saúde dos nadadores”, escreve a deputada. “É absolutamente necessário melhorar a supervisão das piscinas não-governamentais”, conclui Kwan Tsui Hang.

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