Ex-dirigentes da central de Fukushima declaram-se inocentes

 

People hold placards and shout slogans as they gather to protest against Japan's Prime Minister Shinzo Abe's security bill outside the parliament in Tokyo
People hold placards and shout slogans as they gather to protest against Japan’s Prime Minister Shinzo Abe’s security bill outside the parliament in Tokyo, in this photo taken by Kyodo August 30, 2015. Mandatory credit REUTERS/Kyodo ATTENTION EDITORS – THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. FOR EDITORIAL USE ONLY. NOT FOR SALE FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS. MANDATORY CREDIT. JAPAN OUT. NO COMMERCIAL OR EDITORIAL SALES IN JAPAN. THIS IMAGE WAS PROCESSED BY REUTERS TO ENHANCE QUALITY, AN UNPROCESSED VERSION WILL BE PROVIDED SEPARATELY. TPX IMAGES OF THE DAY

Os três ex-dirigentes da operadora da central japonesa de Fukushima Daiichi, acusados de não terem tomado as medidas necessárias para evitar o acidente nuclear, declararam-se na sexta-feira inocentes e pediram desculpa no arranque do julgamento.

Este é o primeiro processo penal contra antigos executivos da operadora relacionado com o desastre provocado pelo forte sismo seguido de ‘tsunami’ de 11 de Março de 2011.

“Peço desculpas pelas consequências deste acidente tão sério”, afirmou Tsunehisa Katsumata, de 77 anos, à data presidente da Tokyo Electric Power (TEPCO), apesar de acrescentar que “era impossível de prever”, segundo declarações reproduzidas pela agência noticiosa japonesa Kyodo.

No tribunal distrital de Tóquio, estão a ser julgados ainda os ex-vice-presidentes da TEPCO Sakae Muto e Ichiro Takekuro, de 66 e 71 anos, respectivamente, que também pediram desculpas e declararam entender que não deviam ser responsabilizados criminalmente porque não podiam antecipar o desastre.

Este julgamento, que se prevê que dure pelo menos até ao início do próximo ano, procura determinar a responsabilidade dos três executivos da operadora e comprovar se teria sido possível evitar o acidente nuclear, o pior desde Chernobyl (Ucrânia) em 1986, que ainda mantém deslocadas milhares de pessoas que residiam perto da central de Fukushima.

Os três ex-dirigentes foram formalmente acusados em Fevereiro de 2016 por não terem tomado as medidas necessárias e/ou suficientes apesar de estarem cientes do risco de ocorrência de um ‘tsunami’ pelo menos dois anos antes de ter acontecido.

As acusações de que são alvo encontram-se relacionadas designadamente com a morte de pessoas, já doentes, que viviam perto da central e foram retiradas precipitadamente da zona e acabaram por falecer.

As operações de evacuação conduzidas de urgência, sem preparação, causaram em concreto a morte de 44 pessoas no hospital de Futaba, além de ferimentos em 13 militares e funcionários da TEPCO.

Em comunicado, a organização ambientalista Greenpeace congratulou-se com o início do processo contra os três antigos executivos da TEPCO, considerando-o um “passo histórico para conseguir justiça” para os sobreviventes do desastre nuclear.

O maremoto de 11 de Março de 2011 fez 18.500 vítimas mortais, mas o desastre nuclear não é apontado como tendo sido a causa directa da morte de ninguém.

 

 

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