Associação defende criação de mecanismos de atracção de quadros qualificados

 

O Conselho de Juventude da Federação dos Cidadãos de Macau reuniu-se na tarde de ontem para discutir o acesso ao emprego por parte dos mais jovens. Sze Lee Ah, presidente da Federação, sugeriu que a RAEM estabeleça um mecanismo de atracção de quadros qualificados formados no estrangeiro, mas também que torne o ensino superior gratuito.

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Elisa Gao

Várias dezenas de pessoas participaram ontem num debate sobre o acesso ao emprego por parte das gerações mais jovens , numa iniciativa promovida pelo Conselho de Juventude da Federação dos Cidadãos de Macau. No encontro, Sze Lee Ah, presidente do organismo, considerou que o Executivo deve avançar para a criação de um mecanismo que possa ajudar a atrair e a reter os quadros qualificados que estudaram e agora trabalham no exterior. O dirigente defende ainda que o ensino universitário público deve ser gratuito: “Esperamos que o Governo consiga estabelecer um mecanismo que atraia os jovens a regressarem a Macau, ou que os incentive a ir para o exterior para aprofundar competências. O Governo deve garantir políticas preferenciais para colocar quadros qualificados em algumas organizações internacionais, por exemplo, ou dar-lhes oportunidades para expandirem a sua carreira profissional”, assinalou Sze Lee Ah, em declarações aos jornalistas.

No que à realidade de Macau diz respeito, o dirigente considera que não oferece muitas oportunidades de trabalho e que a indústria do jogo é a única que faz crescer a economia. Sze espera, por isso, que o Governo implemente instrumentos de diversificação, mais indústrias e mais escolhas para a população mais nova.

Quando questionado sobre a irrelevância da indústria local, Sze Lee Ah defendeu que, ainda que o Executivo tenha lançado vários incentivos e políticas, o mercado local é pequeno e dificilmente terá capacidade para produzir oportunidades em grande escala: “Eu penso que a indústria cultural em Macau é muito dispersa, uma empresa aqui e outra ali. Devia existir um parque industrial para que todos os quadros culturais e criativos ali pudessem estar concentrados. O Governo podia atribuir espaços preferenciais ou gratuitos e, lentamente, construir uma indústria e transformá-la num ponto de observação ou num centro de turismo. Eu recomendo a reserva de alguns espaços em Lai Chi Vun e na fábrica de panchões para esta indústria devido ao seu valor histórico”, afirmou.

Sze Lee Ah acrescentou ainda que considera que Macau apresenta as condições necessárias para que o ensino universitário público se possa desenvolver de forma a garantir melhores oportunidades aos mais jovens: “Todos sabemos que Macau tem boas receitas fiscais.  Se mais jovens conseguirem aceder à educação superior, a qualidade da juventude em geral pode melhorar e existirão mais oportunidades para eles progredirem, o que é bom para a nossa sociedade. Isto não significa um gasto monetário muito elevado [para a RAEM], o Governo tem e gasta muito dinheiro. Portanto, se economizar um pouco e for mais razoável [nas despesas], [o ensino gratuito] é perfeitamente concretizável”, defende.

Sze Lee Ah vai liderar, de acordo com o Jornal do Cidadão, uma das listas candidatas às eleições para a Assembleia Legislativa (AL) deste ano. “Citizen Power” – ou Poder do Cidadão, em português – é o nome da lista, sendo que o grupo de candidatura será composto por jovens de diferentes sectores da sociedade, com políticas específicas com enfoque na juventude.

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