Abate de motociclos: Governo recebeu mais de 5700 candidaturas

 

A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental recebeu até à última sexta-feira mais de 5700 candidaturas no âmbito do programa de abate de motociclos altamente poluentes. A iniciativa, que visa a melhoria da qualidade do ar nas estradas do território, vai distribuir 3500 patacas por cada veículo entregue para abate.

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Mais de 5.700 proprietários de motociclos candidataram-se ao apoio concedido pelo Governo para abate de veículos de duas rodas altamente poluentes, cujo prazo terminou na sexta-feira, indicou a Direcção dos Serviços de Proteção Ambiental (DSPA).
O plano de apoio financeiro, delineado para “melhorar a qualidade do ar nas vias públicas”, destina-se a motociclos ou ciclomotores com motor a dois tempos e prevê a atribuição de 3.500 patacas por cada veículo entregue para abate.
Em comunicado, a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental informou ter recebido 5.736 requerimentos, entre 15 de Fevereiro e 30 de Junho. A adesão “foi mais activa e positiva do que o previsto”, sublinhou o organismo em comunicado.
O Fundo de Proteção Ambiental e de Conservação Energética tem 75 dias, a partir do dia da candidatura, para decidir sobre a concessão do apoio que, se aprovado, é pago no prazo de dois meses.
No final do ano passado, 250.450 veículos circulavam nas estradas do território, mais de metade dos quais de duas rodas, segundo dados oficiais.
Com uma extensão rodoviária de 427 quilómetros, o problema do trânsito constitui uma das principais dores de cabeça a Região Administrativa Especial, com uma população estimada em menos de 650 mil habitantes numa área de aproximadamente 30 quilómetros quadrados, o que a coloca entre as regiões com maior densidade populacional do mundo.
No primeiro plano quinquenal, roteiro político que data de 2016, o Governo estabeleceu a meta de limitar a entre 3,5 e 3,8 por cento o crescimento anual dos veículos motorizados na cidade até 2020, por causa da saturação das estradas e questões ambientais.
Uma série de medidas foram adoptadas, como o aumento do imposto sobre veículos motorizados entre 10 e 20 por cento – que entrou em vigor em Dezembro de 2015 – ou a actualização da tabela de taxas e preços da Direcção de Serviços dos Assuntos de Tráfego (DSAT), desde o passado dia 1 de Janeiro.
No sábado entrou em vigor um novo regulamento administrativo que define valores-limite de emissão de gases de escape poluentes dos veículos em circulação e métodos de medição.
 

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