Melinda Chan quer zonas exclusivas para residentes à procura da primeira habitação

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A lista Aliança Pr’a Mudança, encabeçada pela deputada Melinda Chan, foi ontem apresentada. A candidatura conta com oito membros e uma das grandes bandeiras passa por criar zonas nos aterros exclusivas para os residentes que queiram adquirir a primeira habitação. Já o número três da lista, Neto Valente defende o reforço do ensino das línguas chinesa e portuguesa.

 

 

João Santos Filipe

joaof.pontofinal@gmail.com

 

A criação de zonas exclusivas nos aterros com casas para os residentes que queiram adquirir a sua primeira habitação. Esta é uma das principais bandeiras de campanha da deputada e candidata à Assembleia Legislativa Melinda Chan, que apresentou ontem o elenco que constitui a lista “Aliança Pr’a Mudança”.

“O Governo precisa de criar uma área nos aterros com condições especiais para que as pessoas que ainda não têm uma habitação possam adquirir uma casa. São habitações em exclusivo para os residentes que não tem qualquer casa. São esses que precisam mais de ajuda do Governo”, disse ontem Melinda Chan, sublinhando as dificuldades do jovens para pagarem a entrada de uma habitação de acordo com as regras do mercado.

Além da actual deputada, fazem parte da lista sete outros candidatos : Andy Wu, presidente da Direcção da Associação da Indústria Turística de Macau, Jorge Valente, presidente da Associação dos Jovens Macaenses, Kenny Fong, presidente da Associação Comercial Federal das Pequenas e Médias Empresas de Macau ocupam os lugares que se seguem no âmbito da candidatura. Osborn Lo, presidente da Associação Comercial Federal da Indústria de Convenções e Exposições, Fok Im Leng, da Associação Budista Geral de Macau e Evans Iu e Brian Wu, membros da Associação de Beneficência Sin Meng, completam a lista.

Em declarações aos jornalistas, Melinda Chan explicou a necessidade de tornar a integração da económica entre Cantão, Macau e Hong Kong numa oportunidade. Nesse sentido defendeu que o Aeroporto Internacional de Macau deve ter um papel essencial no apoio à indústria logística de exportação e importação de produtos.

No que diz respeito ao programa político da lista Aliança Pr’a Mudança, Melinda Chan não esconde o objectivo de aumentar o número de deputados eleitos para a Assembleia Legislativa pela via directa e defende o  fomento de uma maior concorrência no campo das concessões públicas, tanto no domínio das telecomunicações, como no dos transportes públicos.

Outra proposta passa por alterar o pagamento aos membros dos órgãos consultivos, optando por pagar em função apenas das reuniões em que estiveram presentes.

 

Valente privilegia ensino das línguas oficiais

 

Já Jorge Valente, número três da lista, fez questão de sublinhar a importância de investir no ensino das línguas oficiais de Macau: “O problema não é haver menos falantes de português a participarem na vida activa política, o problema é que há menos portugueses, menos pessoas a aprender português, logo, a longo prazo, a presença do português vai ser muito reduzida”, apontou. “É preciso haver o ensino das duas línguas em todas as escolas da rede gratuita, as escolas chinesas deviam ter português, pelo menos como opcional, e a Escola Portuguesa também deve ensinar chinês”, frisou.

Sobre a adopção do sufrágio universal na escolha do Chefe do Executivo, Jorge Valente explicou que é algo para ser pensado a longo prazo, e que o mais realista é apostar em fazer com que mais de metade dos deputados sejam eleitos pela via directa.

 

 

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