Hotel mais luxuoso do mundo procura novos investidores

Já está construído e até já tem disponível uma frota de 30 Rolls Royce para conduzir os clientes pelas ruas de Macau. O que falta mesmo é a obtenção de uma licença de operação para que o “The 13” possa finalmente abrir portas. Até lá, a empresa responsável pelo projecto está a angariar novos investidores e a tentar renegociar dívidas.

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A empresa 13 Holdings, proprietária do hotel “The 13”, está a negociar com bancos comerciais, instituições financeiras e accionistas para assegurar novas formas de financiamento. A notícia é avançada pela Bloomberg, que garante que o grupo liderado pelo empresário Stephen Hung recebeu várias ofertas de financiamento que asseguram “fundos suficientes” para suportar as operações da empresa ao longo dos próximos 12 meses. A informação surge dias depois de a 13 Holdings ter anunciado a venda de mais de 50 por cento das acções da empresa de construção Paul Y. Engineering Group, responsável pela edificação da unidade hoteleira, pelo valor de 300 milhões de dólares de Hong Kong. De acordo com o portal GGRAsia, a venda enquadra-se na estratégia da firma de se focar apenas no desenvolvimento do projecto do “The 13”. Os fundos obtidos com a liquidação serão canalizados para a conclusão daquele que é conhecido com “o hotel mais luxuoso do mundo”.

Além de se encontrar à procura de novas formas de financiamento, a Bloomberg avança também que a 13 Holding está em processo de negociação com credores para tentar prorrogar a data de vencimento de um empréstimo de 300 milhões de dólares de Hong Kong. Os responsáveis pela empresa mostram-se confiantes que o credor, não identificado, irá aprovar uma extensão do prazo de pagamento por fases até à data final de 1 de Abril de 2018.

Na semana passada a empresa anunciou o seu quarto ano consecutivo de perdas líquidas, que fazem ascender o valor total dos prejuízos para os 4,5 mil milhões de dólares de Hong Kong. O montante supera em mais de dez vezes o saldo de 323,6 milhões de dólares de Hong Kong comunicado à bola de Hong Kong, segundo informações divulgadas pela própria firma.

O valor obtido com a venda recentemente anunciada das suas acções na Paul Y. Engineering Group será destinado a cobrir custos relacionados com “mobília, instalações e equipamentos, materiais de operação, inventários e despesas com funcionários, serviço de dívida e capitais de funcionamento do grupo”, escreve o portal GGRAsia.

Um empréstimo bancário na ordem dos três mil milhões de dólares de Hong Kong exige que a abertura do hotel não decorra para além da data de 31 de Julho do corrente ano. Contudo, se em meados do próximo mês a empresa verificar que a inauguração não irá cumprir o prazo estabelecido, há a possibilidade da 13 Holdings obter uma extensão do prazo. A data de 31 de Julho é já uma prorrogação de um prazo anterior que definia que o hotel teria que ser inaugurado até 31 de Março do corrente ano.

A licença de ocupação foi emitida pelo Governo a 29 de Março e agora a empresa “está no processo de obter as licenças necessárias e autorizações de operação do hotel e actividades relacionadas” escreve a Bloomberg. “Finais de Julho de 2017” é a data apontada pela companhia para a inauguração do The 13 que se encontra em fase de recrutamento de funcionários.

CVN

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