Melinda Chan  quer políticas mais ágeis para que jovens possam comprar primeira casa

Na tarde de ontem, a Associação de Beneficência Sin Meng divulgou as conclusões do “Inquérito aos jovens de Macau sobre as exigências habitacionais e situação actual”. Mais de 75 por cento dos jovens adultos entrevistados consideram que as políticas de habitação actuais não facilitam a aquisição de casa própria.  Melinda Chan instou o Governo a agilizar as políticas para que os jovens consigam adquirir casa própria.

1.Casa

Elisa Gao

A Associação de Beneficência Sin Meng deu ontem a conhecer as conclusões do “Inquérito aos jovens de Macau sobre as exigências habitacionais e situação actual” que revelou que 75,8 por cento dos mil e quatro jovens adultos entrevistados  ao abrigo da iniciativa consideram que não beneficiam das actuais políticas habitacionais no que diz respeito à aquisição de casa própria. Na qualidade de presidente da Associação de Beneficência Sin Meng, Melinda Chan sugeriu ao Governo a implementação de políticas de ajuda aos jovens que queiram comprar casa pela primeira vez.

De acordo com o relatório, 61,1 por cento dos inquiridos assumiram não tencionaram adquirir habitação própria e as duas principais razões apresentadas foram a falta de dinheiro e o elevado custo das fracções. Os jovens dizem ser necessário uma média de dois milhões de patacas – um montante que pode levar pelo menos sete anos a acumular – para iniciar o processo de aquisição de uma propriedade.

“Qualquer potencial comprador precisa de juntar em média 20 mil patacas mensais para alcançar o objectivo. O valor de entrada para um apartamento está fora das possibilidades dos residentes de Macau que auferem uma média de 19 mil patacas mensais”, sublinhou Melinda Chan, presidente da Associação de Beneficência Sin Meng e também candidata ao hemiciclo.

Adicionalmente, 65,6 por cento dos inquiridos que pretendem comprar uma casa estão mais inclinados para o sector privado (38,9 por cento). Apenas 27,5 por cento consideram comprar uma fracção de habitação económica. Metade dos jovens visados no inquérito defendem o controlo no preço das rendas do sector privado como a principal prioridade para resolver as questões da habitação:

“Nós sugerimos uma política facilitadora para quem queira adquirir a sua primeira casa, uma rápida recuperação das parcelas de terrenos que não foram aproveitadas, o estabelecimento de zonas habitacionais nos novos aterros e uma limitação à compra de fracções nestes terrenos. Ao reduzir-se o valor de entrada os compradores podem começar a delinear o seu plano de poupança de forma sustentável para a compra de uma habitação,” concluiu Melinda Chan.

 

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