Washington pede “liberdade de movimentos” para Liu Xiaobo

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Os Estados Unidos instaram esta terça-feira a República Popular da China a conceder “liberdade de movimentos” a Liu Xiaobo, hospitalizado devido a um cancro em fase terminal.

Condenado em 2009 a uma pena de onze anos de cadeia por subversão, Liu Xiaobo, de 61 anos, foi libertado após lhe ter sido diagnosticado, no mês passado, um cancro no fígado em fase terminal, anunciou, na segunda-feira, o advogado Mo Shaoping.

As autoridades penitenciárias confirmaram a saída em liberdade condicional, indicando que Liu Xiaobo estava a ser tratado por “uma equipa de oito oncologistas reputados” num hospital universitário de Shenyang, no nordeste da China.

Uma porta-voz da embaixada norte-americana em Pequim declarou à agência noticiosa France Presse (AFP) que os Estados Unidos estão a tentar recolher mais informações sobre a situação de Liu Xiaobo, particularmente sobre o estado de saúde do Prémio Nobel da Paz: “Apelamos às autoridades chinesas para que liberem Liu, mas também a mulher, Liu Xia, da prisão domiciliária de que é alvo”, afirmou. A esposa de Liu Xiaobo permanece retida na sua própria casa sem nunca ter sido formalmente acusada de qualquer crime, afirmou.

Liu Xia permanece em prisão domiciliária, em Pequim, desde 2010, privada de praticamente qualquer contacto com o exterior. A mesma responsável exortou Pequim a facultar ao casal “a protecção e a liberdade – como a de movimentos e a de acesso a tratamentos médicos da sua escolha – a que têm direito nos termos da Constituição e do sistema jurídico chinês e das obrigações internacionais”.

Símbolo da luta pela democracia na China, Liu Xiaobo foi condenado depois de ter sido um dos promotores da chamada “Carta 08”, um manifesto a favor da introdução de reformas políticas democráticas e do respeito pelos direitos humanos no país, subscrito inicialmente por mais de 300 intelectuais, inspirado na “Carta 77” lançada por Vaclav Havel na antiga Checoslováquia socialista.

Professor de Literatura na Universidade de Pequim, escreveu sobre a sociedade e a cultura chinesas, centrando-se na democracia e nos direitos humanos e era influente no meio intelectual.

 

 

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