Os canídromos também se abatem

A Companhia de Corridas de Galgos de Macau quer substituir as corridas de galgos com transmissões em directo de provas de outros países e as apostas em corridas virtuais. A empresa vai abrir mão de uma prática com mais de oito décadas no território, mas manifesta interesse em preservar o que diz ser “o legado do Canídromo”.

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João Santos Filipe

A Companhia de Corridas de Galgos de Macau (Yat Yuen) vai abrir mão do Canídromo até 21 de Julho do próximo ano, mas pretende substituir as corridas ao vivo com transmissões em directo das provas de outros países e com apostas em corridas virtuais. A intenção foi revelada pela empresa no relatório da administração relativo ao ano passado, e tem como objectivo preservar o legado do Canídromo, recinto que foi criado há mais de 80 anos.

“Após uma longa e cuidadosa consideração, a Sociedade propõe-se a criar um sistema de visualização de corridas no estrangeiro permitindo a Macau e aos seus visitantes o acompanhamento de corridos de galgos internacionais”, pode ler-se no documento, hoje publicado neste jornal. “E ainda implementar um sistema de ‘corridas virtuais’, uma combinação de ciência, tecnologia e jogo, permitindo assim manter a cultura do Canídromo de Macau e alargando o Canídromo de Macau a uma escala mais internacional”, acrescenta a empresa.

No documento não é revelado com que países a empresa vai tentar entrar em contacto para transmitir as corridas, nem a calendarização da implementação destas medidas.

A decisão que obrigou a  Companhia de Corridas de Galgos de Macau (Yat Yuen) a deixar o espaço do Canídromo foi tomada pelo Governo em 2016, que determinou a restituição do terreno para o desenvolvimento de infra-estruturas sociais.

 

ANIMA aplaude fim das corrida em Macau

 

Confrontado com as medidas que a empresa pretende implementar, o presidente da associação de protecção dos animais ANIMA, Albano Martins, destacou que o mais importante é que as corridas físicas deixam de ter lugar no território: “Não há mais corridas de cães em Macau e isso é uma grande certeza e uma vitória conseguida. Agora, a nível mundial, continuamos empenhados no encerramento de todos os canídromos”, afirmou Albano Martins, ao PONTO FINAL.

Sobre os mercados que a Companhia de Galgos Macau pode abordar para garantir a transmissão das provas em directo, Albano Martins apontou os países de língua inglesa: “Podem usar a Austrália, Irlanda, Reino Unido ou Estados Unidos, onde a Flórida é um dos locais onde há mais provas”, indicou.

Sobre o panorama em Macau, o presidente da ANIMA voltou a assumir o compromisso de salvar todos os animais. Neste sentido, foi enviada, em Março, uma carta à Administradora Executiva da empresa, a deputada Angela Leong.

 

Até ao momento não foi recebida qualquer resposta, sendo que a ANIMA  pediu o auxílio do Chefe do Executivo nesta questão: “Pedimos que não matem os animais porque temos medo que acabem por ser enviados para locais como o Continente ou Vietname, onde não há qualquer controlo”, frisou.

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