“Chuva”, o espectáculo sensorial que aproxima bebés e famílias dos ciclos da natureza  

 

A companhia de teatro infantil Drop Bear Theatre apresenta-se pela primeira vez fora da Austrália com o espectáculo “Chuva”, que entre hoje e domingo junta artistas, bebés e famílias no palco do Pequeno Auditório do Centro Cultural de Macau (CCM). Com a performance-instalação, concebida para bebés até um ano de idade, tem início a edição deste ano do “InspirARTE no Verão”, programa do CCM com propostas para toda a família, que se estende até 27 de Agosto.

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Sílvia Gonçalves

Uma instalação em palco onde cabe um imaginário que percorre o ciclo da chuva, a água que cai em torrente, os sons da natureza e, finalmente, o sol, que promete a redenção depois da tempestade. A companhia de teatro australiana Drop Bear Theatre estreia-se hoje em Macau, com o espectáculo para bebés “Chuva”. Uma performance-instalação que, em cada sessão, se abre aos mais pequeninos, os de colo e os que já gatinham, e suas famílias. Um espectáculo que procura responder a uma necessidade de abrandar e celebrar o tempo, quase sempre escasso, passado com os mais pequenos, num palco onde o perigo não espreita e tudo foi concebido para criar um universo sensorial, de interacção e fantasia.

“É uma performance-instalação e foi criada em 2011 com as artistas de instalação do grupo ‘The Seam’, a Carolyn [Bechervaise] e eu do Drop Bear Theatre, e a violoncelista Edwina Cordingley. Foi criada em resposta a uma real necessidade de abrandar e nos relacionarmos com os bebés, para passarmos tempo juntos num ambiente seguro e tirarmos tempo para beber na beleza maravilhosa dos mais pequenos, sem se preocuparem com perigos ou em ter que dizer aos bebés: ‘Não faças isso’. Haver um real espaço e tempo para fortalecer as relações”, explicou ontem à imprensa a actriz australiana Sarah Lockwood, uma das criadoras e performers do espectáculo “Chuva”.

Com ela em palco estará a actriz Carolyn Bechervaise, da mesma companhia, que descreve o que acontece numa performance que se desenrola na interacção entre artistas, bebés e os seus pais ou avós: “Há uma introdução, para que todos percebam o que vão experimentar, como podem participar na experiência. Depois há um espaço de transição, que permite que os bebés e as famílias se habituem a uma mudança de luz e de som. Depois mudamo-nos para o espaço principal, há uma pequena performance, e depois as famílias são bem-vindas para explorar o espaço de chuva juntos, é um cenário muito sensitivo”, explica.

Sarah Lockwood complementa com elementos sensoriais que transportam as crianças para um cenário pontuado por manifestações da natureza: “Durante esse tempo de performance há oportunidade para os bebés sentirem água. Nós borrifamo-los com água. Temos esta verdadeira chuva e cobrimo-los com materiais macios, eles ouvem trovões, há um ciclo da chuva que nós percorremos, há um banho de Primavera”, adianta.

O impulso para criar o espectáculo, que cumpriu já várias temporadas na Austrália, surge do embate de Sarah Lockwood com a maternidade: “Quando tive o meu primeiro filho decidimos fazer um trabalho para bebés, porque vimos uma real necessidade nesta área, e juntamo-nos a um colectivo de instalação, de quatro mulheres. Depois convidamos uma violoncelista e uma designer de luz e trabalhamos juntas para criar isto com os bebés e os seus pais”, conta a actriz.

Lockwood explica a escolha do título – “Chuva” – com a ideia de renovação associada à água: “A força vital da água está nas nossas vidas, continuamos a regressar à água enquanto abundante e generosa forma de dar vida. Esta é uma celebração de novas vidas, por isso pareceu-nos apropriado ‘Chuva’, que torna a vida possível, que sempre esteve cá”. Já a narrativa, que atravessa os 45 minutos de performance, percorre o tempo de uma tempestade, descreve Carolyn: “A história explora o ciclo de uma tempestade de chuva, os momentos mais gentis, os momentos mais fortes, o banho de sol depois, essa jornada do ciclo da chuva. E essa jornada é explorada através do violoncelo, através da canção, através da dança ou do movimento, em interacção com o espaço”.

Concebido para bebés, o espectáculo contempla, contudo, limitações na sua audiência: “Só podem estar 10 bebés com os seus pais. Adoramos quando os pais e os avós podem lá estar, mas é só para 10 bebés”, explica Sarah. “Chuva” apresenta-se no palco do Pequeno Auditório do Centro Cultural de Macau entre hoje e domingo. Até sábado, as sessões decorrem às 12, 15 e 17 horas. No domingo estas acontecem às 10h30, às 12 e às 15 horas. O preço do bilhete é de 180 patacas.

 

 

 

 

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