Novo Macau pede explicações a Sónia Chan

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A Associação Novo Macau entregou ontem nos Serviços de Administração e Função Pública uma petição endereçada à secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, onde exige explicações sobre a alegada existência de um “canal especial de recrutamento” para a função pública. A acção dos pró-democratas surge na sequência da revelação, por parte do portal Macau Concealers, do caso de uma professora da Escola Superior de Línguas e Tradução do Instituto Politécnico de Macau que terá alegadamente recomendado alunos para cargos em funções públicas através do mesmo canal.

A Macau Concealers apontou ainda o exemplo de uma aluna da República Popular da China que teria sido contratada para trabalhar num departamento governamental pela mesma via de recrutamento. Uma situação sobre a qual a secretária Sónia Chan disse não existir qualquer informação. Em declarações ao PONTO FINAL, o presidente da Novo Macau disse ser habitual o modo de recrutamento: “Acreditamos que o que a estudante disse era verdade, primeiro porque ela foi entrevistada por um jornalista e não teria a intenção de inventar uma história. E, em segundo lugar, não é incomum que os departamentos em Macau façam recrutamentos fora dos canais normais. Isso aconteceu há apenas uns meses no Instituto Cultural, foi criticado por toda a sociedade. Todos sabemos que isto não é novo e não é algo que seja de todo surpreendente”, admite Scott Chiang.

O dirigente da maior plataforma pró-democrática do território mostrou-se ainda indignado com a alegada contratação da estudante, sem que tenha sido organizado um concurso público: “Aparentemente esta estudante da China continental tem estas ligações e passou à frente disso tudo [dos procedimentos legais]. Do ponto de vista da justiça isso é revoltante. E outra coisa é, depois do incidente no Instituto Cultural, departamentos do Governo continuam activamente a procurar ignorar o sistema de recrutamento centralizado e a procurar pessoas que vão alimentar as necessidades individuais dos líderes dos departamentos ou para preencher as necessidades da corrupção política. Nós só não aceitamos que isto continue a acontecer em 2017”, defendeu o activista. S.G.

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