Diocese de Macau recolheu dinheiro para apoiar vítimas dos incêndios em Portugal

As ofertas recolhidas nas eucaristias que durante o dia de ontem decorreram nas igrejas do território vão ser canalizadas para o apoio às vítimas do incêndio que deixou 64 mortos na região de Pedrogão Grande. Na quinta-feira, a Sé Catedral já tinha sido palco de uma missa pelas vítimas da maior tragédia da história recente de Portugal.

1.O Clarim

Fotografia: Jornal O Clarim;

A Diocese de Macau organizou ontem uma colecta para apoiar as vítimas do incêndio que começou em Pedrógão Grande e causou a morte de 64 pessoas, deixando mais de duas centenas de feridos.

“Nestes dias seguimos com pesar a tragédia em Pedrógão Grande (Portugal), onde um terrível fogo florestal causou um elevado número de vítimas”, indica um comunicado enviado pela Diocese às redacções.

A nota explica que, “em solidariedade e compaixão cristã para com todos aqueles que foram afectados por esta catástrofe”, o Bispo de Macau decidiu organizar no domingo uma colecta em todas as missas, “como sinal de apoio a todos aqueles afectados pelo incêndio”. O dinheiro será depois enviado para Portugal.

No mesmo sentido foi celebrada uma missa na quinta-feira, na Sé Catedral, pelas “vítimas desta tragédia”.

Os incêndios em Portugal têm gerado manifestações de pesar e iniciativas de apoio em Macau. Na quarta-feira, os Conselheiros das Comunidades Portuguesas do círculo China, Macau e Hong Kong enviaram seis cartas para altos representantes de Portugal, em que expressam as suas condolências pelo incêndio.

Em cartas enviadas ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, ao presidente da Assembleia da República, à ministra da Administração Interna, ao secretário de Estado da Administração Interna e ao secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, os conselheiros manifestaram “enorme dor e pesar às famílias dos sinistrados do recente mega incêndio ocorrido em Pedrógão Grande que dizimou mais de seis dezenas de vidas humanas”.

A Santa Casa da Misericórdia de Macau enviou 200 mil euros para a União das Misericórdias Portuguesas, para serem distribuídos no apoio às vítimas, e a Casa de Portugal em Macau abriu uma conta solidária para recolher donativos com o mesmo fim.

O Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong teve disponível um livro de condolências para os que quisessem manifestar o seu pesar pelos que perderam a vida e restantes vítimas deste terrível desastre” e, no início da semana passada, o chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, enviou uma carta ao Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, endereçando condolências pelo devastador incêndio.

O fogo que deflagrou em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, alastrou a Figueiró dos Vinhos e a Castanheira de Pera, fazendo 64 mortos e mais de 200 feridos.

As chamas chegaram ainda aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra, mas o fogo foi dado como dominado na quarta-feira à tarde.

 

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