Turismo de saúde em Macau: uma oportunidade por explorar?

 

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Bob McKercher, professor da Faculdade de Gestão Hoteleira e Turística da Universidade Politécnica de Hong Kong, foi o orador convidado da “Tourism Education Student Summit – TEd Summit” – (Conferência de Estudantes de Educação para o Turismo). Na intervenção que proferiu no âmbito do certame, intitulada “Produtos, mercados e tendências emergentes”, o académico debruçou-se sobre as oportunidades inerentes à chegada ao mercado de trabalho de recém-licenciados e ainda sobre o nicho, que permanece por explorar, do turismo de saúde e bem-estar em Macau.

Uma indústria de 100 mil milhões de dólares e um crescimento anual na ordem dos 25 por cento. Estes são os números que resumem o impacto do turismo de saúde e bem-estar, uma área que proporciona um leque de serviços que vão desde massagens, cirurgia a laser e odontologia até intervenções mais invasivas. Uma alternativa para a diversificação económica de Macau, defende McKercher, começa com “o estabelecimento de clínicas privadas que ofereçam consultas de ‘check-up’, melhores serviços dentários e cirurgias estéticas simples”. E qual seria o melhor local? “Provavelmente as clínicas deviam ser estabelecidas na zona do Cotai porque é onde existe a maior concentração de hotéis e não nas zonas residenciais exteriores porque as pessoas simplesmente não vão lá”.

Ao PONTO FINAL, o especialista apontou os pontos fortes que Macau apresenta em comparação com o Contienente: “A qualidade dos profissionais de saúde em Macau é muito melhor do que na China, a saúde e a higiene são muito melhores pelo que o risco é menor”.

Contudo, tais vantagens comportam também os seus custos: “Claro que o preço será maior mas não se compete no preço. Compete-se na qualidade e na segurança e é aqui que está a oportunidade”, explica.

O académico apresentou também os resultados de um estudo de uma das suas alunas que se propôs investigar os contornos e o impacto do turismo médico no seu país natal, a Tailândia: “O turismo médico na Tailândia é uma estratégia turística nacional que o Governo tem vindo a promover desde há 15 anos. É uma das suas estratégias fundacionais”, defendeu o académico.

Uma descoberta “surpreendente” da investigadora foi a de que cerca de 20 a 25 por cento das pessoas que se submetem a cirurgias estéticas decidem fazê-lo de forma espontânea: “Esta foi uma descoberta surpreendente porque toda a gente assume que o turismo de saúde é algo planeado mas o trabalho dela diz que não. Existe uma oportunidade de turismo médico espontâneo muito grande” defende McKercher.

Na realidade, “apenas uma pequena percentagem viaja exclusivamente por razões médicas. A maioria combina férias com procedimentos médicos e muitos planeiam mas tomam a decisão final apenas depois de verem o estado da clínica” explica Bob McKercher.

 

CVN

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