Pedrógão Grande: Santa Casa da Misericórdia doa 200 mil euros para apoio às vítimas

A Santa de Casa da Misericórdia de Macau anunciou ontem a canalização de um donativo de 200 mil euros para ajudar as vítimas do incêndio que no fim de semana matou mais de seis dezenas de pessoas no Pedrógão Grande. Já a conta aberta pela Casa de Portugal tinha conseguido reunir cerca de 200 mil patacas até às 19h00 de ontem.

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João Santos Filipe

A Santa Casa da Misericórdia de Macau vai fazer uma doação de 200 mil euros –  o equivalente a 1,8 milhões de patacas – à União das Misericórdias Portuguesas para auxiliar as vítimas e os afectados pelo incêndio de Pedrógão Grande. Ao PONTO FINAL, o provedor da SCMM explicou a forma como a rede de Misericórdias se têm envolvido nos trabalhos de auxílio: “Vamos canalizar o donativo de 200 mil euros para a União das Misericórdias Portuguesas. Eles depois farão a distribuição consoante a gravidade e a necessidade dos conselhos afectados. Assim a ajuda pode ser aplicada de uma forma mais abrangente”, disse António José de Freitas, provedor da SCMM, ao PONTO FINAL.

“As misericórdias em Portugal nos concelhos afectados estão todas a trabalhar no terreno. Estão a ajudar as vítimas em termos de acolhimento e de apoio. O dinheiro poderá assim chegar mais directamente a quem precisa”, explicou.

Ainda sobre o donativo, António José de Freitas frisou que é institucional e que não impede os membros da Santa Casa da Misericórdia de Macau de contribuírem através de outros canais, ou mesmo através da própria instituição, se assim o desejarem.

Numa mensagem de condolências enviada à Misericórdia de Pedrógão Grande, a SCMM expressou “o mais profundo pesar e consternação pela enorme tragédia” que se abateu principalmente sobre o concelho de Pedrógão Grande e que causou mais de 60 vítimas. No mesmo documento, foi “prestada ainda homenagem à memória de todos quantos pereceram” no incêndio, por parte da Santa Casa da Misericórdia de Macau.

 

Conta de Solidariedade com 200 mil patacas

 

Já a Conta Solidária criada pela Casa de Portugal conseguiu juntar cerca 200 mil patacas até ontem às 19h00, como contou, ao PONTO FINAL, a presidente da instituição. Esta é uma iniciativa que foi lançada na segunda-feira: “Os donativos nesta altura devem rondar as 200 mil patacas. É um montante assinalável, porque sei que ia entrar na conta uma verba um bocadinho maior e o valor acumulado andará por esse nível”, disse Amélia António, presidente da Casa de Portugal.

A responsável pela instituição sublinhou ainda o feedback muito positivo que tem recebido, admitindo ter sido abordada por várias pessoas que mostraram intenções de fazer donativos. Por definir continua ainda a data limite para a recepção de donativos, assim como os destinatários. Contudo, tudo será feito para garantir que a ajuda vai ser canalizada de forma a chegar a quem mais necessita de apoio.

 

Já o livro de condolências aberto pelo Consulado-Geral em Macau até ao final da tarde de ontem recebeu os votos de pesar de cerca de três dezenas de pessoas: “Chegaram-nos também muitas mensagens de Hong Kong, do Senhor Chefe do Executivo da RAEM, de todos os membros do Governo da RAEM e do Comissariado chinês do Ministério dos Negócios Estrangeiros. No último caso o Senhor Vice-Comissário, Pan Yun Dong, veio inclusivamente, esta tarde, assinar o livro ao Consulado-Geral”, contou Vítor Sereno. “A todos eles agradecemos de forma muito sentida e amiga”, sublinhou.

 

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