Eilo Yu diz que estratégia de dividir para reinar pode ser aposta falhada

 

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Eilo Yu Wing Yat, professor associado do Departamento de Administração Pública e Governamental da Universidade de Macau, apresentou à emissora em língua chinesa da Rádio Macau uma análise à estratégia de “dividir para reinar” assumida por várias das candidaturas de maior peso à Assembleia Legislativa. São várias as frentes políticas – das forças tradicionais às pró-democráticas – que se desdobram em várias listas com o propósito de garantir  um maior número de votos no escrutínio de 17 de Setembro.

O académico diz que entende a estratégia delineada pelos responsáveis pelas candidaturas, mas deixa, ainda assim, um aviso: Eilo Yu diz que este ano a Comissão dos Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) pode ter um entendimento diferente da alocação dos votos daquele que manteve em escrutínios anteriores. Para Yu, a questão essencial passa por perceber se a CAEAL manterá disponibilidade para aceitar certos grupos ou pessoas instruídas para votar: “De acordo com alguns rumores, alguns deputados podem não ser candidatos às eleições deste ano e se o apoio político for transmitido a outros isto irá demonstrar que o peso das políticas corporativas de Macau se está a expandir”, defendeu o académico, citado pela emissora em língua chinesa da Rádio Macau. Eilo Yu Wing Yat apontou ainda o que diz ser uma alteração estrutural na forma como se faz política em Macau, tendo-se passado de um cenário em que “o principal eixo de um grupo é um candidato” para um outro em que “o principal eixo passa a ser a associação”.

No entender do académico, o “grupo pró-democrático” continua dividido em três listas mas o escrutínio de 2013 mostrou que o apoio às plataformas pró-democráticas tem vindo a diminuir: “A chave passa por saber se eles conseguem atrair novos grupos de votantes”, defendeu Yu.

As eleições deste ano contam também com a participação de representantes de funcionários da indústria do jogo e dos proprietários do Pearl Horizon. O académico defende, no entanto, que os grupos com “visibilidade reduzida” diminuíram em relação aos últimos actos eleitorais, pelo que este ano podem não conseguir impedir os eleitores de votar noutras listas.

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