Chefe da diplomacia de Seul pede apoio da ONU para resolver crise na península coreana

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Antiga assessora de António Guterres, Kang Kyung-wha esteve ao telefone com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas com o propósito de obter o apoio da organização na resolução do diferendo entre Seul e Washington. Kang é a primeira mulher a liderar a pasta da diplomacia na Coreia do Sul, mas a sua escolha por parte de Moon Jae-in continua envolta em polémica.

 

 

A nova Ministra dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, Kang Kyung-wha, pediu, anteontem, ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas um forte apoio por parte do organismo para que se alcance a desnuclearização do regime norte-coreano.

Kang Kyung-wha falou ao telefone com António Guterres no domingo, logo depois de ser oficialmente designada para o cargo pelo Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, segundo informou esta segunda-feira a diplomacia sul-coreana em comunicado.

A nova ministra dos Negócios Estrangeiros garantiu a Guterres que a Coreia do Sul vai continuar a trabalhar com as Nações Unidas para resolver a crise que o programa nuclear e de mísseis da Coreia do Norte gera, e para “melhorar a situação dos direitos humanos no hermético país”, tendo-lhe solicitado um forte apoio neste domínio, indica a mesma nota oficial.

Por seu lado, o secretário-geral da ONU comprometeu-se a apoiar as metas de Seul e expressou o desejo de que as relações entre o organismo internacional e a Coreia do Sul continuem a crescer “com base na extensa experiência que Kang teve nas Nações Unidas”.

Kang, a primeira mulher a chefiar a diplomacia na Coreia do Sul, começou a trabalhar na missão sul-coreana na Organização das Nações Unidas em 2001.

Em 2007 foi nomeada Alta-Comissária adjunta dos Direitos Humanos da ONU e em 2013 subsecretária-geral para os Assuntos Humanitários antes de se tornar, no mesmo ano, assessora especial para assuntos políticos do próprio diplomata português.

Kang foi designada para o cargo de ministra dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul no final de Maio, mas a sua nomeação oficial atrasou-se devido às fortes objecções por parte da oposição.

Apesar de o parlamento não ter poder para vetar a sua designação, os blocos da oposição teceram duras críticas a Kang nomeadamente por, no passado, ter alegadamente falsificado a sua morada para que a sua filha pudesse frequentar uma determinada escola, e supostamente ter fugido a impostos.

 

 

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