“Uma Faixa, uma Rota”: Tommy Lau quer criação de fundo para atrair países lusófonos

Nomeado pelo Chefe do Executivo, o deputado considera que o Governo deve avançar para a criação de fundos de incentivo ao envolvimento dos países lusófonos na estratégia “Uma Faixa, uma Rota”. No hemiciclo, no período antes da ordem do dia, Tommy Lau defendeu que tais fundos devem ser colocados sobretudo ao dispôr das pequenas e médias empresas.

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O deputado Tommy Lau Veng Seng propôs na sexta-feira a criação de fundos para projectos especiais para atrair capitais públicos e privados dos países de língua portuguesa a participarem na iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”.

“O Governo pode assumir o papel de pioneiro, podendo pensar na criação de alguns fundos de desenvolvimento para projectos especiais, com vista a atrair capitais de alguns países e empresas privadas de língua portuguesa”, sugeriu o deputado nomeado pelo chefe do Executivo, na intervenção que proferiu na sexta-feira, no hemiciclo, no período antes da ordem do dia.

Para Tommy Lau, “é possível, através do recurso a este tipo de fundos, impulsionar o desenvolvimento de actividades comerciais no âmbito da iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’”, mecanismo que considerou “uma estratégia muito importante” do Executivo de Pequim.

“Uma Faixa, Uma Rota” – versão simplificada de “Faixa Económica da Rota da Seda e da Rota Marítima da Seda para o Século XXI” – é a expressão que se refere ao projecto de investimentos em infra-estruturas liderado pela República Popular da China, que ambiciona reavivar simbolicamente o corredor económico que uniu o Oriente o Ocidente.

Esta iniciativa abrange mais de 60 países e regiões da Ásia, passando pela Europa Oriental e Médio Oriente até África: “Macau pode pensar na definição de políticas, conjugando-as com o seu papel de plataforma de ligação entre a China e os países de língua portuguesa, com vista a incentivar os dirigentes e os residentes em geral a participarem”, sustentou o deputado.

Neste sentido, esse tipo de fundo teria como objetivo “apoiar principalmente os projectos comerciais de pequena dimensão”: “O Governo de Macau pode promover a criação de fundos de desenvolvimento para as pequenas e médias empresas (PME), apoiando-as na exploração de actividades comerciais nos países participantes d’ ‘Uma Faixa, Uma Rota’, sobretudo os do sudeste asiático, onde a população chinesa é vasta”.

No âmbito do comércio transnacional, Tommy Lau observa ainda ser “necessário proporcionar às Pequenas e Médias Empresas capital suficiente para a compra e venda de mercadorias de custo elevado”, a fim de “promover o aumento do volume” das trocas comerciais.

Por outro lado, o deputado entende que “pode recorrer-se a este tipo de fundos para o arranque do desenvolvimento financeiro característico de Macau”, apontando que “o investimento de algum capital por parte do Governo contribui para atrair a participação de outros investidores”: “Os principais alvos de investimento destes fundos são os países participantes da iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’ e os países lusófonos”, frisou Tommy Lau, para quem “o rumo é claro e contribui para incentivar as empresas a fazer negócios no exterior e a expandir o seu espaço de desenvolvimento”.

“Espero que o Governo proceda aos devidos estudos e discussões, e que defina políticas que permitam que Macau apanhe a boleia da estratégia do desenvolvimento nacional”, concluiu.

 

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