Mike Goodridge assume direcção do Festival Internacional de Cinema

Foi jornalista, crítico e produtor de cinema e agora assume o estatuto de director artístico do Festival Internacional de Cinema do território, a tempo de preparar a segunda edição do certame. A partir deste, soube-se na sexta-feira, a secção competitiva do Festival passa a estar direccionada para realizadores com menos experiência, com apenas um ou dois filmes no currículo.

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O britânico Mike Goodridge é o novo director artístico do Festival Internacional de Cinema de Macau. Goodridge será responsável pela organização, entre 8 e 14 de Dezembro, da segunda edição do certame, anunciou na sexta-feira a organização do evento.

Apesar de ligado há 27 anos à indústria cinematográfica, na qual desempenhou diferentes papéis, desde jornalista a crítico, a apresentador ou produtor, Mike Goodridge vai estrear-se como director artístico de um festival, um “desafio irresistível” que era o “próximo passo” na sua carreira que incluiu programar, ao longo dos últimos sete anos, a secção Kinoscope do Festival de Cinema de Sarajevo.

Mike Goodridge, que foi júri em mais de 25 festivais internacionais de cinema, vai contar com o apoio de uma equipa de cinco consultores internacionais, da Europa, da América e da Ásia, incluindo o produtor de cinema português Luís Urbano.

Sob o tema “Novas Vias para o Mundo dos Filmes”, o Festival Internacional de Cinema de Macau (IFFAM, na sigla em inglês) encontra-se dividido em diferentes categorias, entre as quais a de “competição”, da qual vão fazer parte dez longas-metragens.

Nesta secção foram introduzidas ‘nuances’, com o foco apontado a realizadores com menos experiência, estando previsto um prémio máximo de 60 mil dólares norte-americanos: “A parte da competição vai ser sobretudo para realizadores que têm um ou dois filmes, porque queremos incentivar mais os novos talentos”, explicou, por seu turno, a presidente da comissão organizadora do IFFAM, Maria Helena de Senna Fernandes.

O programa inclui outras secções como “Gala”, em que vão ser exibidos “três dos mais importantes filmes do ano”, “Adagas Voadoras”, com “seis dos filmes mais inovadores e representativos do actual cinema asiático”, “Fogo Cruzado”, composta por “seis filmes recomendados por realizadores de peso” ou “Panorama”, com “oito películas premiadas nos principais festivais de cinema em 2017”.

Uma das novidades no programa prende-se com a introdução de uma categoria “Para Toda a Família” e com um programa de formação em produção cinematográfica, a ser ministrado por profissionais do Instituto de Cinema Britânico, destinado a jovens de Macau interessados em enveredar pela sétima arte.

À semelhança da edição inaugural, realizar-se-ão fóruns de cinema e uma feira de investimento destinados a profissionais da indústria cinematográfica, além de ‘masterclasses’ com profissionais internacionais de renome.

O Festival Internacional de Cinema de Macau é organizado pela Direção dos Serviços de Turismo e pela Associação de Cultura e Produções de Filmes e Televisão de Macau.

O IFFAM vai contar com um orçamento de 55 milhões de patacas, dos quais 20 milhões  são assegurados pelos Serviços de Turismo de Macau, ou seja, o mesmo do da edição inaugural, realizada no ano passado.

 

 

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