PSP instaura processo disciplinar a agentes apanhados a jogar poker

A Polícia de Segurança Pública (PSP) deu desencadeou uma série de procedimentos disciplinares relativamente aos agentes que foram fotografados a jogar poker durante uma pausa no serviço. O segundo-comandante do Corpo da Polícia de Segurança Pública do território, Wong Chi Fai, pediu tempo para concluir a investigação.

1.Trovoada.jpg

Elisa Gao

A Polícia de Segurança Pública já deu os procedimentos disciplinares sobre a suspeita de irregularidades que envolve alguns agentes que terão sido fotografados a jogar poker, supostamente durante uma pausa no serviço. A situação foi denunciada pela Macau Concealers, que recebeu uma carta anónima com uma fotografia de agentes alegadamente a disputar um jogo. Na conferência de imprensa de ontem, de Balanço da Operação “Trovoada 17”, que decorreu nas instalações dos Serviços de Polícia Unitários, o segundo-comandante da PSP, Wong Chi Fai, referiu que o caso está sob investigação, sublinhando que, por isso, não tem nada a acrescentar. O responsável reiterou, contudo, que o Corpo de Polícia de Segurança Pública vai lidar com a situação de forma séria, pedindo tempo e um voto de confiança aos residentes para que a corporação possa lidar da melhor forma com o caso.

Questionado sobre quantos agentes das forças de segurança estão envolvidos, Wong Chi Fai salientou a ausência de certezas: “Através da foto, podemos ver que não é claro quem é que agente policial e quem não é. Precisamos de uma investigação mais aprofundada”.

Já sobre a operação “Trovoada 17”, a iniciativa foi conduzida de forma conjunta entre 5 de Março e 10 de Junho na província de Guangdong, em Hong Kong e em Macau, com o propósito de reprimir o crime organizado, a agiotagem, o jogo ilegal, o tráfico de droga, a prostituição e o tráfico humano.

Em Macau, a iniciativa  resultou no lançamento de 816 operações de patrulha em locais de entretenimento como casinos, centros de massagem, saunas, clubes nocturnos ou hotéis. As forças de segurança do território investigaram 30.205 pessoas, tendo conduzido 5097 indivíduos à esquadra para uma investigação mais aprofundada, dos quais 1782 acabaram por ser acusados, dado o seu envolvimento em 1293 casos de natureza criminal. Destes, 79 reportam-se a consumo ou tráfico de estupefacientes, 38 a casos de tráfico humano e 218 a casos de usura e de agiotagem, 115 dos quais estiveram na origem de episódios de cárcere privado.

João Augusto da Rosa, adjunto do comandante-geral do Centro de Planeamento de Operações dos Serviços de Polícia Unitários concluiu que a operação alcançou os resultados esperados, tendo-se prolongado este ano por mais um mês do que no ano passado.

A Operação “Trovoada”  realiza-se nas três regiões desde o regresso de Hong Konge e de Macau à soberania chinesa. João Augusto da Rosa referiu que as forças de segurança de Macau, de Hong Kong e de Cantão têm vindo continuamente a avaliar o efeito da acção desenvolvida a cada anos que passa e estão dispostas a aumentar a repressão contra vários crimes espcíficos, cuja taxa de incidência tem vindo a aumentar: “Os números são mais expressivos. Há mais agentes policiais implantados e há mais acções, mas tal não significa mudanças nas condições de segurança. Macau tem-se mantido num nível baixo em casos sérios como roubo, assassinato e sequestro “, considerou João Augusto da Rosa.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s