Otto Warmbier tem grave lesão neurológica

O jovem norte-americano condenado a 15 anos de trabalhos forçados por ter roubado um poster num hotel de Pyongyang já está nos Estados Unidos, onde foi submetido a um primeiro exame clínico. Otto Warmbier, que se encontra em coma há mais de um ano por razões que continuam por esclarecer, sofreu uma lesão neurológica grave, revelou a equipa médica do Hospital Universitário de Cincinnati que o examinou.

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Uma porta-voz de um hospital do estado norte-americano do Ohio afirmou esta quarta-feira que o estudante universitário norte-americano que foi libertado pela Coreia do Norte em estado de coma sofreu uma “grave lesão neurológica”. Kelly Martin, do Centro Hospital da Universidade de Cincinnati, disse que a condição de Otto Warmbier é estável desde que chegou ao hospital há dois dias.

Os médicos anunciaram para o dia de ontem uma conferência de imprensa no campus do Hospital Universitário.

O pai do jovem, Fred Warmbier, disse esta quarta-feira que não acredita nas explicações fornecidas pelo regime da Coreia do Norte de que o coma foi resultado de botulismo e de pílulas para dormir. Fred Warmbier disse que é um alívio ter o filho em casa, nos braços de quem o ama, e falou da raiva àqueles que trataram o filho de forma brutal durante tanto tempo.

Otto Warmbier, libertado pela Coreia do Norte depois de ter sido condenado, no ano passado, a 15 anos de trabalhos forçados por ter roubado um cartaz numa unidade hoteleira de Pyongyang, chegou na terça-feira ao estado norte-americano do Ohio.

O avião que transportava o jovem norte-americano chegou pelas 22:20 de terça-feira a um aeroporto em Cincinnati, de onde foi levado para o hospital. Segundo os pais, o jovem de 22 anos está em coma há mais de um ano.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, disse ainda que está a trabalhar para a libertação de outros três cidadãos norte-americanos detidos na Coreia do Norte.

Otto Warmbier foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados pelo Supremo Tribunal norte-coreano em Março do ano passado, depois de ter admitido ter roubado um cartaz decorado com uma palavra de ordem de cariz político num hotel em Pyongyang, onde estava hospedado, no âmbito de uma digressão em Janeiro de 2016.

O jovem foi acusado de “actividades hostis” e conspiração contra a unidade da Coreia do Norte e condenado a uma pena de 15 anos de trabalhos forçados, mas terá entrado em coma pouco depois de ter recebido a condenação, alegadamente depois de ter consumido carne estragada.

 

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