Macau recebeu oito novas espécies de aves no ano passado

Por entre as 126 espécies de aves que durante o ano passado foram avistadas no território, estão oito espécies que nunca cá tinham sido vistas. A novidade foi avançada à agência Lusa pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais. Chan Sot, técnico superior do organismo diz que, apesar de pequeno, Macau “é um bom local para as aves migratórias”.

1.Colehreiro

 

No ano passado foram detectadas oito novas espécies de aves em Macau por entre as 126 que vivem ou passaram pelo território em 2016, atraídas pelas árvores de néctar e pelos mangais.

O Cotai, a zona entre a Taipa e Coloane onde fica a grande parte dos casinos de Macau, não é frequentemente associada à fauna e à flora, mas dá nome a duas ‘zonas ecológicas’, onde se concentram aves.

É na Zona Ecológica do Cotai II, com vista para as torres douradas do casino Galaxy, que as garças brancas repousam na vegetação junto ao rio, sendo até possível avistar alguns ninhos. Esta é uma das espécies mais comuns em Macau, a par do ‘bulbul’ chinês, disse à agência Lusa Chan Sot, técnico superior da Divisão de Áreas Protegidas do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM).

Apesar da densidade populacional e da construção incessante de novos empreendimentos hoteleiros e de jogo, pelo menos desde 2007 que Macau conta com mais de uma centena de espécies de aves, entre as de permanência e as migratórias. Dados facultados à Lusa pelo IACM dão conta de um número semelhante em 2007, 124. Em 2009 foi registado o número mais baixo, 87, que votou a subir e atingiu 139 em 2015. O IACM destaca que o número de espécie tem sido “estável”, considerando a flutuação circunstancial.

As oito novas espécies migratórias detectadas – como o ‘perna-vermelha-escuro’ –  deixam Chan Sot satisfeito: “Felizmente encontrámos estas oito novas, é fruto do trabalho do IACM ao longo dos anos. Queremos não só que estas oito voltem mas também todas as 73”, diz, referindo-se ao número de aves migratórias que passaram por Macau em 2016, a que se juntam outras 53 de permanência.

Apesar de ser uma cidade pequena e muito urbanizada, Chan diz que Macau “é um bom local para as aves migratórias”: “Há bons recursos para elas se alimentarem, há terras húmidas, árvores de néctar, muitos locais para repousarem”, indica, listando várias ‘zonas ecológicas’ de Macau como o mangal junto às casas-museu da Taipa ou a barragem de Ka Ho, entre outras.

Na tentativa de atrair as aves, o IACM tem vindo a plantar mais árvores, particularmente pensadas para a sua alimentação, e construiu ou melhorou as zonas húmidas: anualmente são plantados 3.000 pés de mangal. Além disso, “a localização de Macau é boa para as aves migratórias”, já que fica nas rotas de migração das aves que vão da Ásia para a Austrália, em busca de calor.

Entre as 126 espécies identificadas no ano passado estão também cinco espécies raras, com destaque para o colhereiro-de-cara-preta. Dos 3.941 espécimes existentes no mundo, 44 foram encontrados em Macau em 2016, bem mais que os “cinco ou seis” avistados nos anos 1980, garante Chan.

Desde 2013 que Macau faz parte de um programa global para aferir o número de colhereiros-de-cara-preta, juntamente com outros 17 países e regiões.

 

 

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