Especialistas reprovam fim das reprovações no ensino primário

 

reprovado

O Governo deu ontem a conhecer o relatório final da consulta sobre o “Sistema de avaliação do desempenho dos alunos da educação regular do regime escolar local”. O documento foi apresentado durante a reunião plenária do Conselho de Educação para o Ensino Não Superior. Das opiniões recolhidas junto de diversos sectores da sociedade civil, as que levantaram mais preocupações diziam respeito à reprovação, à forma de execução da avaliação, à transição de ano e à graduação dos alunos

A possibilidade de deixar de ser permitido aos professores reterem os alunos nos primeiros quatro anos de escolaridade não foi bem vista pelos especialistas, indicou Wong I Lin, coordenadora da Inspecção Escolar. No que diz respeito às taxas de retenção em cada turma, foi, ainda assim sugerido, que no quinto e sexto ano esta não ultrapassasse os 4 por cento. No ensino secundário a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) considera permitir que a taxa de retenção possa chegar aos 8 por cento.

A consulta pública aconteceu entre Outubro e Dezembro do ano passado durante 60 dias e no total foram recolhidas 654 opiniões. A DSEJ garantiu que vai estudar “de forma minuciosa” o documento e proceder às respectivas alterações para “responder às perspectivas da população em geral em relação ao sucesso escolar dos alunos”.

Durante a reunião foi também debatida a introdução do mandarim como língua veicular de ensino nas escolas do território. Wong Kin Mou, chefe do departamento de Estudos e Recursos Educativos, salientou o papel da DSEJ em “impulsionar as escolas a elevarem a capacidade linguística dos alunos, salientado a consideração simultânea do cantonense e do mandarim e valorizando a aprendizagem dos caracteres chineses tradicionais”.

O responsável reafirmou “a forma de desenvolvimento do mandarim”, ressalvando que o Governo não obriga as escolas a utilizarem este idioma como língua veicular de ensino. Wong explicou que cabe às escolas a organização dos seus currículos.

Leong Lai, directora da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, indicou que o organismo que lidera “solicita às escolas primárias para utilizarem o cantonense com os alunos, ensinando-os a escreverem em chinês tradicional”. Quanto ao domínio de outros idiomas, o organismo espera que os estudantes “possam dominar uma ou mais línguas estrangeiras”.

 

CVN

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