Tsai Ing-wen afirma que não “cederá perante pressão” de Pequim

Taiwan's President Tsai Ing-wen waves at the Miraflores locks of the Panama Canal, a day before the inauguration of the Panama Canal Expansion project in Panama City, Panama

A Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, atribuiu ontem a ruptura dos laços diplomáticos com o Panamá à “pressão da China” e advertiu Pequim de que “não cederá perante pressões e intimidações”.

“Em nome dos 23 milhões de taiwaneses, digo a Pequim que não cederei perante pressões e intimidações”, afirmou Tsai em conferência de imprensa.

A líder taiwanesa garantiu que se manterá mais firme ainda na defesa da democracia e da soberania da ilha: “Pequim nunca poderá negar a existência da República da China (nome oficial de Taiwan), nem o seu valor para a sociedade internacional ou a sua soberania”, disse.

A China não só “danifica o direito à subsistência dos taiwaneses, assim como aumenta as distâncias” entre Taipé e Pequim, acrescentou.

Analistas consideram que o estabelecimento de relações diplomáticas com o Panamá visa pressionar Tsai a reconhecer o “consenso de 1992”.

Trata-se de um entendimento tácito alcançado em 1992 entre a China e Taiwan, na altura com um Governo liderado pelo Kuomintang (partido nacionalista), de que só existe uma China, deixando aos dois lados uma interpretação livre sobre o que isso significa.

Após esta decisão, Taipé fica com vinte aliados diplomáticos, dos quais 11 estão na América Latina e Caribe.

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